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Allosaurus fragilis
Jurássico Carnívoro

Alossauro

Allosaurus fragilis

"Lagarto diferente frágil"

Período
Jurássico · Kimmeridgiano-Titoniano
Viveu
155–150 Ma
Comprimento
até 10.5 m
Peso estimado
2.3 t
País de origem
Estados Unidos
Descrito em
1877 por Othniel Charles Marsh

O Allosaurus fragilis foi o predador apex da Formação Morrison no Jurássico Superior, há 155 a 150 milhões de anos. Com até 10,5 metros de comprimento e cerca de 2.300 kg, era o maior carnívoro do seu ecossistema. Seu crânio era leve e altamente fenestrado, o que reduzia o peso sem comprometer a resistência. Análises de elementos finitos revelaram que o crânio era projetado para suportar forças de tração vertical e horizontal, sugerindo um ataque em forma de gancho com as maxilas superiores em vez de uma mordida simples de fechamento. Possuía três dedos em cada mão com garras curvas de até 25 centímetros. O Quarry 9 de Cleveland-Lloyd, em Utah, produziu mais de 10.000 ossos de Allosaurus, tornando-o o terópode melhor amostrado da América do Norte. Era o principal predador de sauropodas jovens, ornitópodes e estegossauros.

A Formação Morrison é uma unidade sedimentar do Jurássico Superior (Kimmeridgiano-Titoniano, 156 a 147 Ma) que cobre mais de 1,5 milhão de km² no oeste da América do Norte. Para o Allosaurus, os sítios mais importantes são o Quarry 9 do Cleveland-Lloyd Dinosaur Quarry (Utah), o Dinosaur National Monument (Utah/Colorado) e o Quarry 1 de Felch (Colorado). O Cleveland-Lloyd produziu mais de 10.000 ossos de pelo menos 74 indivíduos de Allosaurus, uma concentração anômala explicada por armadilha de lama. A fauna da Morrison inclui uma diversidade excepcional de sauropodas, ornitópodes, estegossauros e outros terópodes como Ceratosaurus e Torvosaurus.

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Habitat

O Allosaurus fragilis habitava os floodplains semi-áridos e planícies fluviais da Formação Morrison, compartilhando seu ecossistema com os maiores sauropodas já existentes: Apatosaurus, Diplodocus, Brachiosaurus e Camarasaurus. O clima era sazonal, com períodos de seca intensa e inundações periódicas que criavam lodos de captura natural. Estudos tafonômicos do Quarry 9 de Cleveland-Lloyd sugerem que o local funcionou como uma armadilha de lama: presas ficavam presas e atraíam Allosaurus, que por sua vez também ficava preso (Drumheller et al., 2021). A distribuição geográfica do Allosaurus abrangia quase toda a extensão da Formação Morrison nos estados de Utah, Colorado, Wyoming, Montana e Dakota do Sul, e espécies relacionadas foram registradas em Portugal, indicando conexão terrestre transatlântica no Jurássico.

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Alimentação

A biomecânica craniana do Allosaurus foi estudada em detalhe por tomografia computadorizada e análise de elementos finitos. O resultado mostrou que o crânio não era otimizado para uma mordida de fechamento de alta força como a do T. rex, mas sim para suportar forças de tração vertical: o predador abria a boca ao máximo e abatia as maxilas superiores como um gancho ou machadinha, rasgando carne em vez de esmagá-la (Rayfield et al., 2001). Marcas de mordida em ossos de Stegosaurus e sauropodas confirmam predação ativa. Estimativas indicam que Allosaurus não era o principal predador de sauropodas adultos, mas caçava juvenis e indivíduos enfermos. Análises de isótopos em dentes sugerem dieta diversificada incluindo ornitópodes, estegossauros e carniça de sauropodas.

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Comportamento e sentidos

O comportamento do Allosaurus é inferido a partir de marcas de mordida, padrões tafonômicos e comparação com crocodilos e aves modernas. Evidências de marcas de mordida em ossos de Apatosaurus e Stegosaurus indicam predação ativa e carniçagem oportunista. A hipótese de caça cooperativa em grupo é controversa: o Cleveland-Lloyd Quarry mostra múltiplos indivíduos, mas isso pode refletir comportamento de agregação em torno de recursos, não caça coordenada (Drumheller et al., 2021). A presença de esclerótica óssea (anel ocular) em espécimes aparentados sugere que o Allosaurus possuía visão aguçada, possivelmente incluindo visão noturna. Análise histológica indica que o Allosaurus atingia a maturidade sexual por volta de 10 anos e máxima longevidade de 22 a 28 anos.

Fisiologia e crescimento

A fisiologia do Allosaurus combina características de metabolismo intermediário, confirmadas por histologia óssea. Estudos de linhas de crescimento (LAGs) revelam taxas de crescimento aceleradas na fase juvenil, seguidas por desaceleração na fase adulta, similar ao padrão de grandes terópodes como Tyrannosaurus. A temperatura corporal era provavelmente superior à ambiente, indicando algum grau de endotermia (Rayfield et al., 2001). O crânio altamente fenestrado e o esqueleto pneumatizado (ossos ocos preenchidos com sacos aéreos) reduziam o peso total do animal sem comprometer a resistência estrutural, característica que liga o Allosaurus evolutivamente às aves. As garras da mão, com até 25 cm de comprimento, eram usadas para apreensão de presas. A velocidade máxima estimada era de 30 a 35 km/h para adultos, tornando-o predador mais ágil do que o T. rex.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Jurássico (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Jurássico, ~90 Ma

Sítios fóssilíferos

Distribuição de fósseis de Allosaurus fragilis na Formação Morrison, principalmente nos estados de Utah, Colorado e Wyoming.

Fred Wierum, CC BY-SA 4.0

Durante o Kimmeridgiano-Titoniano (~155–150 Ma), Allosaurus fragilis habitava a Pangeia em processo de fragmentação. A América do Norte e a Europa ainda estavam próximas, e o Atlântico Norte mal começava a se abrir. O clima era quente e úmido em escala global, sem calotas polares.

Completude estimada 70%

Baseado em múltiplos espécimes provenientes principalmente do Quarry 9 de Cleveland-Lloyd, Utah, que sozinho produziu mais de 10.000 ossos de Allosaurus. O espécime holótipo YPM 1930 era fragmentário, mas a espécie é agora conhecida por material tão completo que a anatomia inteira pode ser reconstituída com alta confiança. O espécime USNM 4734 do Dinosaur National Monument é um dos mais completos.

Encontrado (26)
Inferido (5)
Esqueleto de dinossauro — theropod
Fernando Losada Rodríguez (Drow male) CC BY-SA 4.0

Estruturas encontradas

crâniomandíbuladentesvértebras cervicaisvértebras dorsaisvértebras sacraisvértebras caudaiscostelasgastráliasfúrculaescápulacoracóideúmerorádioulnamão com três dedosgarras da mãoílioísquiopúbisfêmurtíbiafíbulaastrágalocalcâneopé (parcial)

Estruturas inferidas

cartilagenstecido molemúsculospele completaórgãos internos

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

1877

Notice of new dinosaurian reptiles from the Jurassic Formation

Marsh, O.C. · American Journal of Science

Artigo fundador em que Marsh descreve o Allosaurus fragilis com base no material coletado por Mudge e Williston no Colorado. Marsh reconhece o animal como um terópode de grande porte distinto dos dinossauros carnívoros previamente descritos e estabelece o gênero e espécie com base em vértebras e elementos fragmentários. O nome 'lagarto diferente' reflete a morfologia incomum das vértebras com cavidades pneumáticas, incomum para a época.

Diagrama esquelético de Ceratosaurus publicado por O.C. Marsh em 1896, representativo do estilo de ilustração científica usado nas primeiras descrições de grandes carnívoros jurássicos.

Diagrama esquelético de Ceratosaurus publicado por O.C. Marsh em 1896, representativo do estilo de ilustração científica usado nas primeiras descrições de grandes carnívoros jurássicos.

Mapa das localidades da Formação Morrison onde foram encontrados espécimes de Allosaurus, incluindo os sítios históricos de escavação do século XIX.

Mapa das localidades da Formação Morrison onde foram encontrados espécimes de Allosaurus, incluindo os sítios históricos de escavação do século XIX.

1920

Osteology of the carnivorous Dinosauria in the United States National Museum, with special reference to the genera Antrodemus (Allosaurus) and Ceratosaurus

Gilmore, C.W. · United States National Museum Bulletin

Monografia osteológica fundamental de Gilmore que descreve em detalhe o esqueleto completo de Allosaurus (publicado como Antrodemus nesse período). Gilmore documenta sistemáticamente todos os elementos, estabelece as proporções anatômicas corretas e compara extensivamente com Ceratosaurus. Este trabalho forneceu a base anatômica sobre a qual décadas de pesquisas posteriores foram construídas, permanecendo referência essencial até a monografia de Madsen (1976).

Diagrama do crânio de Ceratosaurus nasicornis retirado diretamente da monografia de Gilmore (1920) 'Osteology of the Carnivorous Dinosauria in the United States National Museum'.

Diagrama do crânio de Ceratosaurus nasicornis retirado diretamente da monografia de Gilmore (1920) 'Osteology of the Carnivorous Dinosauria in the United States National Museum'.

Cinturas peitorais comparativas de Gorgosaurus, Allosaurus, Triceratops e Morosaurus, da obra 'The Osteology of the Reptiles' de Williston (1925), representando a tradição de osteologia comparativa da era Gilmore.

Cinturas peitorais comparativas de Gorgosaurus, Allosaurus, Triceratops e Morosaurus, da obra 'The Osteology of the Reptiles' de Williston (1925), representando a tradição de osteologia comparativa da era Gilmore.

1976

Allosaurus fragilis: a revised osteology

Madsen, J.H. · Utah Geológical Survey Bulletin

Monografia de Madsen baseada no material extraordinário do Quarry 9 de Cleveland-Lloyd, Utah, com mais de 10.000 ossos de pelo menos 74 indivíduos. O trabalho reestabelece Allosaurus como nome válido, fornece a reconstrução esquelética mais completa até então e documenta variação intraespecífica. Tornou-se a referência anatômica padrão para Allosaurus por décadas e é o trabalho taxonômico mais citado sobre a espécie.

Diagrama científico das vértebras de Epanterias amplexus (AMNH 5767), parente próximo de Allosaurus, ilustrando o estilo de osteologia detalhada típico dos estudos de Madsen.

Diagrama científico das vértebras de Epanterias amplexus (AMNH 5767), parente próximo de Allosaurus, ilustrando o estilo de osteologia detalhada típico dos estudos de Madsen.

Diagrama comparativo de tamanho das espécies descritas de Allosaurus com silhueta humana para escala, base para análises morfométricas entre espécimes.

Diagrama comparativo de tamanho das espécies descritas de Allosaurus com silhueta humana para escala, base para análises morfométricas entre espécimes.

1998

A morphometric analysis of Allosaurus

Smith, D.K. · Journal of Vertebrate Paleontology

Smith aplica análise morfométrica multivariada ao extenso material de Allosaurus para avaliar variação intra-específica, dimorfismo sexual e validade de espécies nominais. Os resultados indicam que a variação dentro da espécie é contínua, sem evidência clara de dimorfismo sexual ou múltiplas espécies simpátricas. O trabalho fornece a base estatística para avaliar quantas espécies de Allosaurus são realmente válidas na Formação Morrison.

Árvore filogenética de Carnosauria (incluindo Allosaurus, Acrocanthosaurus, Carcharodontosaurus, Giganotosaurus) publicada na PLoS ONE — contexto evolutivo para análises morfométricas comparativas.

Árvore filogenética de Carnosauria (incluindo Allosaurus, Acrocanthosaurus, Carcharodontosaurus, Giganotosaurus) publicada na PLoS ONE — contexto evolutivo para análises morfométricas comparativas.

Reconstrução científica do crânio e mandíbula de Allosaurus, mostrando dentição e morfologia craniana — material anatômico central em estudos morfométricos comparativos de espécimes de Allosaurus.

Reconstrução científica do crânio e mandíbula de Allosaurus, mostrando dentição e morfologia craniana — material anatômico central em estudos morfométricos comparativos de espécimes de Allosaurus.

1999

On the presence of Allosaurus fragilis (Theropoda: Carnosauria) in the Upper Jurassic of Portugal: first evidence of an intercontinental dinosaur species

Pérez-Moreno, B.P., Chure, D.J., Pires, C., Marques da Silva, C., dos Santos, V., Dantas, P., Póvoas, L., Cachão, M., Sanz, J.L. & Galopim de Carvalho, A.M. · Journal of the Geológical Society

Pérez-Moreno e colegas descrevem o primeiro registro de Allosaurus fragilis fora da América do Norte, com base em dentes isolados e material pós-craniano do Jurássico Superior de Lourinhã, Portugal. O trabalho estabelece A. fragilis como a primeira espécie de dinossauro conhecida simultaneamente na Europa e na América do Norte, implicando uma conexão terrestre entre os dois continentes durante o Jurássico Superior e abrindo o debate sobre biogeografia transatlântica de dinossauros.

Crânio de Allosaurus europaeus (ML415) em vistas lateral, posterior, medial e anterior com escala de 10 cm, publicado por Burigo e Mateus (2024) — espécime português diretamente relacionado ao registro europeu de Allosaurus descrito por Pérez-Moreno et al. (1999).

Crânio de Allosaurus europaeus (ML415) em vistas lateral, posterior, medial e anterior com escala de 10 cm, publicado por Burigo e Mateus (2024) — espécime português diretamente relacionado ao registro europeu de Allosaurus descrito por Pérez-Moreno et al. (1999).

Mapa de distribuição geográfica do gênero Allosaurus mostrando as localidades de registro em ambos os lados do Atlântico, incluindo Portugal, confirmando a conexão intercontinental proposta por Pérez-Moreno et al. (1999).

Mapa de distribuição geográfica do gênero Allosaurus mostrando as localidades de registro em ambos os lados do Atlântico, incluindo Portugal, confirmando a conexão intercontinental proposta por Pérez-Moreno et al. (1999).

1999

Biostratigraphy of dinosaurs in the Upper Jurassic Morrison Formation of the western Interior, U.S.A.

Turner, C.E. & Peterson, F. · New Mexico Museum of Natural History and Science Bulletin

Turner e Peterson constroem o framework bioestratigráfico para a Formação Morrison, identificando zonas de distribuição vertical de Allosaurus e outras espécies. O trabalho documenta que Allosaurus foi o maior terópode dominante da Morrison durante praticamente todo o Jurássico Superior, e analisa o padrão de distribuição geográfica e temporal das diferentes espécies e morfótipos dentro da formação.

Mapa de ocorrências de Brachiosauridae na Formação Morrison (Jurássico Superior), ilustrando a abordagem bioestratigráfica de distribuição de dinossauros por zonas geológicas adotada por Turner e Peterson (1999).

Mapa de ocorrências de Brachiosauridae na Formação Morrison (Jurássico Superior), ilustrando a abordagem bioestratigráfica de distribuição de dinossauros por zonas geológicas adotada por Turner e Peterson (1999).

Comparação de tamanhos de espécimes de terópodes da Formação Morrison (incluindo Allosaurus, Ceratosaurus e Torvosaurus), relevante para análises de distribuição estratigráfica.

Comparação de tamanhos de espécimes de terópodes da Formação Morrison (incluindo Allosaurus, Ceratosaurus e Torvosaurus), relevante para análises de distribuição estratigráfica.

2000

A new species of Allosaurus from the Morrison Formation of Dinosaur National Monument (Utah-Colorado) and a revision of the theropod family Allosauridae

Chure, D.J. · Columbia University PhD Dissertation

Dissertação de doutorado de Chure que descreve Allosaurus jimmadseni como nova espécie e revisa a família Allosauridae. O trabalho analisa a variação morfológica dentro do gênero, distingue características diagnósticas entre A. fragilis e A. jimmadseni, e revisa as relações filogenéticas de Allosauridae. Esta pesquisa seria formalizada na descrição publicada de A. jimmadseni por Chure e Loewen em 2020.

Vista lateral do crânio do espécime referido de Allosaurus jimmadseni (MOR 693) com fotografia e desenho de linha osteológico anotado — publicado por Chure e Loewen (2020).

Vista lateral do crânio do espécime referido de Allosaurus jimmadseni (MOR 693) com fotografia e desenho de linha osteológico anotado — publicado por Chure e Loewen (2020).

Reconstrução esquelética de Allosaurus jimmadseni, nova espécie descrita a partir de material do Dinosaur National Monument por Chure e Loewen.

Reconstrução esquelética de Allosaurus jimmadseni, nova espécie descrita a partir de material do Dinosaur National Monument por Chure e Loewen.

2001

Cranial design and function in a large theropod dinosaur

Rayfield, E.J., Norman, D.B., Horner, C.C., Horner, J.R., Smith, P.M., Thomason, J.J. & Upchurch, P. · Nature

Rayfield e colegas aplicam análise de elementos finitos (FEA) ao crânio de Allosaurus, criando o primeiro modelo FEA completo de um terópode. O resultado é a descoberta de que o crânio era projetado para suportar forças de tração axial, não para mordida de fechamento. Isso sugere uma técnica de ataque em forma de gancho ou machadinha, rasgando tecido mole em vez de esmagar ossos, e revolucionou a compreensão do comportamento predatório do Allosaurus.

Crânios de três espécies de Allosaurus em vista lateral (A. fragilis, A. jimmadseni, A. europaeus) com escala de 10 cm, mostrando variação morfológica craniana relevante para análises de biomecânica.

Crânios de três espécies de Allosaurus em vista lateral (A. fragilis, A. jimmadseni, A. europaeus) com escala de 10 cm, mostrando variação morfológica craniana relevante para análises de biomecânica.

Reconstrução anatômica da cavidade nasal de Allosaurus fragilis em vistas medial, lateral e ventral, com estruturas cranianas rotuladas incluindo suturas e fenestras relevantes à biomecânica do crânio.

Reconstrução anatômica da cavidade nasal de Allosaurus fragilis em vistas medial, lateral e ventral, com estruturas cranianas rotuladas incluindo suturas e fenestras relevantes à biomecânica do crânio.

2002

Forelimb biomechanics of nonavian theropod dinosaurs in predation

Carpenter, K. · Senckenbergiana lethaea

Carpenter analisa a biomecânica dos membros anteriores de terópodes não-aviários, incluindo Allosaurus, na predação de sauropodas. O estudo modela os músculos do ombro e braço e calcula a força de preensão das garras. Para Allosaurus, demonstra que os membros anteriores eram suficientemente potentes para prender presas menores, mas eram uma ferramenta secundária no arsenal predatório, com a cabeça sendo a arma primária.

Diagrama anatômico do membro anterior de Allosaurus dividido em estilopódio (amarelo), zeugopódio (verde) e autopódio (azul) — estrutura de base para análises biomecânicas do braço em terópodes.

Diagrama anatômico do membro anterior de Allosaurus dividido em estilopódio (amarelo), zeugopódio (verde) e autopódio (azul) — estrutura de base para análises biomecânicas do braço em terópodes.

Diagrama dos ossos do membro anterior de Aucasaurus garridoi, abelissaurídeo, ilustrando o tipo de análise comparativa de membros anteriores de terópodes explorada por Carpenter (2002).

Diagrama dos ossos do membro anterior de Aucasaurus garridoi, abelissaurídeo, ilustrando o tipo de análise comparativa de membros anteriores de terópodes explorada por Carpenter (2002).

2005

Using finite-element analysis to investigate suture morphology: a case study using large carnivorous dinosaurs

Rayfield, E.J. · The Anatômical Record Part A

Rayfield aprofunda a análise FEA do crânio de Allosaurus, investigando especificamente a função das suturas cranianas. Os resultados demonstram que as suturas distribuem e absorvem o estresse mecânico durante as cargas de ataque, funcionando como amortecedores. O crânio altamente fenestrado e suturado do Allosaurus era uma solução de engenharia elegante: resistência máxima com peso mínimo, confirmando o modelo de ataque proposto em 2001.

Crânios de quatro espécimes de Allosaurus em vista lateral com escala de 10 cm — comparação morfométrica multi-espécime relevante para análises de suturas por elementos finitos.

Crânios de quatro espécimes de Allosaurus em vista lateral com escala de 10 cm — comparação morfométrica multi-espécime relevante para análises de suturas por elementos finitos.

Diagrama anatômico da vértebra dorsal holótipo de Saurophaganax maximus em vistas anterior, posterior, lateral e ventral com estruturas rotuladas — relevante para a análise comparativa de suturas cranianas em alosaurídeos.

Diagrama anatômico da vértebra dorsal holótipo de Saurophaganax maximus em vistas anterior, posterior, lateral e ventral com estruturas rotuladas — relevante para a análise comparativa de suturas cranianas em alosaurídeos.

2006

Sizing the Jurassic theropod dinosaur Allosaurus: assessing growth strategy and evolution of ontogenetic scaling of limbs

Bybee, P.J., Lee, A.H. & Lamm, E.-T. · Journal of Morphology

Bybee, Lee e Lamm analisam histologia óssea de uma série ontogenética de Allosaurus (úmeros, ulnas, fêmures e tíbias) para determinar estratégia de crescimento e escalonamento alométrico dos membros. O crescimento máximo ocorreu por volta dos 15 anos de idade, com aumento de massa de 148 kg por ano. A maturidade sexual foi estimada entre 13 e 19 anos, com longevidade máxima de 22 a 28 anos. O padrão alométrico dos membros é similar ao dos tiranosaurídeos.

Comparação de tamanho entre Allosaurus e ser humano em escala, relevante para análises de crescimento e dimensionamento ontogenético dos membros em estudos histológicos como o de Bybee et al. (2006).

Comparação de tamanho entre Allosaurus e ser humano em escala, relevante para análises de crescimento e dimensionamento ontogenético dos membros em estudos histológicos como o de Bybee et al. (2006).

Lacrimais direitos em vista dorsal de Sinraptor dongi (A), Allosaurus fragilis (B), Acrocanthosaurus atokensis (C) e Giganotosaurus carolinii (D) com estruturas rotuladas — comparação anatômica de alosauroides diretamente relevante ao contexto ontogenético e filogenético de Allosaurus.

Lacrimais direitos em vista dorsal de Sinraptor dongi (A), Allosaurus fragilis (B), Acrocanthosaurus atokensis (C) e Giganotosaurus carolinii (D) com estruturas rotuladas — comparação anatômica de alosauroides diretamente relevante ao contexto ontogenético e filogenético de Allosaurus.

2006

Hindlimb allometry in the Late Jurassic theropod dinosaur Allosaurus, with comments on its abundance and distribution

Foster, J.R. & Chure, D.J. · New Mexico Museum of Natural History and Science Bulletin

Foster e Chure analisam alometria dos membros posteriores de Allosaurus a partir do extenso material de Cleveland-Lloyd e outros sítios. O estudo demonstra que os membros posteriores crescem de forma alométrica negativa, com juvenis sendo proporcionalmente mais gráceis. Os autores calculam velocidade de corrida estimada de ~30 km/h para adultos e discutem a distribuição e abundância incomum de Allosaurus na Formação Morrison.

Elementos esqueléticos do membro posterior de Oksoko avarsan (fêmur e metatarso), exemplificando o tipo de análise de elementos do membro posterior usado em estudos de alometria de terópodes.

Elementos esqueléticos do membro posterior de Oksoko avarsan (fêmur e metatarso), exemplificando o tipo de análise de elementos do membro posterior usado em estudos de alometria de terópodes.

Comparação de tamanho de membros de Allosauroidea (Allosaurus, Acrocanthosaurus, Yangchuanosaurus, Sinraptor, Neovenator, Concavenator) com silhueta humana — contexto para análise de alometria dos membros posteriores.

Comparação de tamanho de membros de Allosauroidea (Allosaurus, Acrocanthosaurus, Yangchuanosaurus, Sinraptor, Neovenator, Concavenator) com silhueta humana — contexto para análise de alometria dos membros posteriores.

2010

A new clade of archaic large-bodied predatory dinosaurs (Theropoda: Allosauroidea) that survived to the latest Mesozoic

Benson, R.B.J., Carrano, M.T. & Brusatte, S.L. · Naturwissenschaften

Benson, Carrano e Brusatte descrevem Allosauroidea como clado que sobreviveu até o final do Mesozoico através de megaraptorans e carcarodontossaurídeos. A análise filogenética posiciona Allosaurus como membro basal de Allosauroidea, com implicações para o entendimento da radiação dos grandes terópodes carnívoros do Jurássico ao Cretáceo. O estudo revela que os descendentes de Allosaurus dominaram ecossistemas terrestres em múltiplos continentes.

Cladograma de Dinosauria mostrando relações entre grupos principais incluindo Allosauroidea, Theropoda e Sauropoda — contexto filogenético para o posicionamento de Allosauroidea.

Cladograma de Dinosauria mostrando relações entre grupos principais incluindo Allosauroidea, Theropoda e Sauropoda — contexto filogenético para o posicionamento de Allosauroidea.

Diagrama comparativo de tamanho dos dois grandes terópodes da Formação Morrison — Ceratosaurus nasicornis (~6 m) e Allosaurus fragilis (~10 m) — ilustrando a diversidade de predadores de topo no Jurássico.

Diagrama comparativo de tamanho dos dois grandes terópodes da Formação Morrison — Ceratosaurus nasicornis (~6 m) e Allosaurus fragilis (~10 m) — ilustrando a diversidade de predadores de topo no Jurássico.

2020

Cranial anatomy of Allosaurus jimmadseni, a new species from the lower part of the Morrison Formation (Upper Jurassic) of Western North America

Chure, D.J. & Loewen, M.A. · PeerJ

Chure e Loewen formalizam a descrição de Allosaurus jimmadseni como espécie distinta de A. fragilis com base em material craniano excepcionalmente completo do Museu de História Natural de Utah. O estudo fornece a análise anatômica mais detalhada de qualquer espécime de Allosaurus e demonstra que as duas espécies coexistiram na Morrison em intervalos de tempo ligeiramente diferentes, com A. jimmadseni sendo mais antiga.

Mapa de escavação e diagrama do espécime holótipo de Allosaurus jimmadseni (DINO 11541) em suas posições originais na pedreira do Dinosaur National Monument, criado por Dan Chure.

Mapa de escavação e diagrama do espécime holótipo de Allosaurus jimmadseni (DINO 11541) em suas posições originais na pedreira do Dinosaur National Monument, criado por Dan Chure.

Vista frontal do crânio de Allosaurus no San Diego Natural History Museum, mostrando as órbitas, fenestras anteorbitais e estrutura nasal descritas na anatomia craniana detalhada de Chure e Loewen (2020).

Vista frontal do crânio de Allosaurus no San Diego Natural History Museum, mostrando as órbitas, fenestras anteorbitais e estrutura nasal descritas na anatomia craniana detalhada de Chure e Loewen (2020).

2021

High frequencies of theropod bite marks provide evidence for feeding, scavenging, and possible cannibalism in a stressed Late Jurassic ecosystem

Drumheller, S.K., McHugh, J.B., Kane, M., Riedel, A. & D'Amore, D.C. · PLOS ONE

Drumheller e colegas analisam a alta frequência de marcas de mordida de terópodes no material de Cleveland-Lloyd, incluindo marcas atribuíveis ao Allosaurus em ossos da própria espécie. O estudo documenta evidências de predação, carniçagem e possível canibalismo no ecossistema estressado representado pelo sítio. A frequência anormalmente alta de marcas de mordida sugere escassez periódica de recursos alimentares na Formação Morrison.

Documentação científica de marcas de ataque de Tyrannosaurus rex no esqueleto de Edmontosaurus annectens (DMNH 1943), mostrando o esqueleto completo, região afetada e detalhe da remodelação óssea cicatrizada.

Documentação científica de marcas de ataque de Tyrannosaurus rex no esqueleto de Edmontosaurus annectens (DMNH 1943), mostrando o esqueleto completo, região afetada e detalhe da remodelação óssea cicatrizada.

Diagrama científico do úmero de Saurolophus (MPC-D 100/764) mostrando marcas de mordida documentadas em vistas medial e lateral com close-ups de sulcos e perfurações — método de análise diretamente comparável ao de Drumheller et al. (2021).

Diagrama científico do úmero de Saurolophus (MPC-D 100/764) mostrando marcas de mordida documentadas em vistas medial e lateral com close-ups de sulcos e perfurações — método de análise diretamente comparável ao de Drumheller et al. (2021).

Dinosauria
Saurischia
Theropoda
Tetanurae
Carnosauria
Allosauridae
Primeiro fóssil
1877
Descobridor
Benjamin Mudge e Samuel W. Williston
Descrição formal
1877
Descrito por
Othniel Charles Marsh
Formação
Morrison Formation
Região
Colorado / Utah / Wyoming
País
Estados Unidos
Marsh, O.C. (1877) — American Journal of Science

Curiosidade

O Cleveland-Lloyd Dinosaur Quarry em Utah é o maior depósito de ossos de Allosaurus do mundo, com mais de 10.000 ossos de pelo menos 74 indivíduos em um único sítio. A explicação mais aceita para essa concentração extraordinária é uma armadilha natural de lama: o Allosaurus era atraído por presas encalhadas e ficava preso ele mesmo.