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Argentinosaurus huinculensis
Cretáceo Herbívoro

Argentinossauro

Argentinosaurus huinculensis

"Lagarto da Argentina de Huincul"

Período
Cretáceo · Cenomaniano
Viveu
97–93 Ma
Comprimento
até 33 m
Peso estimado
73.0 t
País de origem
Argentina
Descrito em
1993 por Bonaparte e Coria

O Argentinosaurus huinculensis é provavelmente o maior animal terrestre que já existiu, com estimativas de comprimento entre 30 e 35 metros e massa de até 80 toneladas. Descoberto em 1987 em Neuquén, na Patagônia argentina, e descrito formalmente em 1993 por José Bonaparte e Rodolfo Coria, pertence ao clado Lognkosauria, grupo de titânossauros gigantes exclusivos da América do Sul. Seu registro fóssil é fragmentário: apenas algumas vértebras dorsais, costelas e parte do sacro foram encontrados, mas são suficientes para confirmar seu tamanho extraordinário. Coexistia com o maior predador terrestre do Cretáceo, o Giganotosaurus carolinii, numa fauna que hoje fascina paleontólogos do mundo inteiro.

A Formação Huincul (anteriormente denominada Membro Huincul da Formação Río Limay) é uma unidade geológica do Cretáceo superior (Cenomaniano, aproximadamente 97-93 Ma) da Bacia Neuquina na Patagônia argentina. Composta principalmente de arenitos amarelados e esverdeados de granulometria fina a média, alguns tufáceos, foi depositada em ambiente continental, com rios e planícies de inundação. É uma das formações mais fossilíferas da América do Sul, abrigando o Argentinosaurus huinculensis, o Giganotosaurus carolinii, o Mapusaurus roseae e vários outros dinossauros, pterossauros e crocodilos.

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Habitat

O Argentinosaurus habitava as planícies e florestas abertas da Formação Huincul, no atual Neuquén, Argentina, durante o Cenomaniano, há cerca de 95 a 97 milhões de anos. O paleoclima era quente e relativamente seco em algumas épocas do ano, com vegetação de coníferas, cicadáceas e pteridófitas. O ecossistema era um dos mais ricos do Cretáceo: além do Argentinosaurus, incluía carcharodontossaurídeos como Giganotosaurus carolinii e Mapusaurus roseae, outros sauroópodos como Limaysaurus, e vários pequenos herbívoros e onívoros.

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Alimentação

Com um pescoço de aproximadamente 10-12 metros, o Argentinosaurus podia alcançar vegetação a alturas e distâncias inacessíveis a qualquer outro animal de seu ecossistema. Seus dentes simples, em forma de lápis, eram adaptados para colheita rápida de grandes quantidades de vegetação sem mastigar extensivamente, usando o sistema digestivo altamente eficiente para processar o material vegetal. Estimativas de consumo diário de energia para um animal de 73 toneladas sugerem necessidade de toneladas de vegetação por dia, requerendo alimentação quase contínua.

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Comportamento e sentidos

Dada a fragmentação do registro fóssil, o comportamento do Argentinosaurus é largamente inferido por comparação com sauroópodos mais completos. Provavelmente vivia em grupos ou manadas, o que fornecia proteção aos jovens vulneráveis contra predadores como o Mapusaurus. Os ovos eram provavelmente enterrados em ninhos comunais, como documentado para outros titânossauros. Adultos de 73 toneladas eram praticamente invulneráveis a predadores, mas jovens eram alvos frequentes.

Fisiologia e crescimento

A histologia óssea de titanossauros relacionados indica crescimento rápido com tecido fibrolamelar, evidenciando metabolismo elevado similar ao de aves modernas. O esqueleto pneumatizado, com câmaras de ar em vértebras e costelas que podiam reduzir a massa em até 20%, era fundamental para tornar viável a estrutura mecânica de um animal de 73 toneladas. O sistema respiratório com sacos aéreos, similar ao das aves, era necessário para oxigenar um corpo desta magnitude de forma eficiente.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Sítios fóssilíferos

Diagrama de escala dos dinossauros da Formação Huincul, onde o Argentinosaurus huinculensis foi descoberto, em Neuquén, Argentina.

Slate Weasel / Domínio Público

Durante o Cenomaniano (~97–93 Ma), Argentinosaurus huinculensis habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 10%

O holótipo (MCF-PVPH 1) consiste apenas em sete vértebras dorsais, vértebras sacrais (primeira a quinta), costelas sacrais e fragmentos de costelas dorsais, além de elementos fragmentários do fêmur. É um dos dinossauros mais incompletos entre os maiores conhecidos, o que torna incertas as estimativas precisas de tamanho e massa.

Encontrado (3)
Inferido (7)
Esqueleto de dinossauro — sauropod
Sellers et al. (2013) / CC BY 2.5 CC BY 2.5

Estruturas encontradas

vertebraeribspelvis

Estruturas inferidas

crâniopescoço completocauda completamembros anteriores completosmembros posteriores completostecido moleintegumento

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

1993

Un nuevo y gigantesco saurópodo titanosaurio de la Formación Río Limay (Albiano-Cenomaniano) de la Provincia del Neuquén, Argentina

Bonaparte, J.F. e Coria, R.A. · Ameghiniana

Artigo fundador que nomeia e descreve o Argentinosaurus huinculensis, baseado no holótipo MCF-PVPH 1 coletado numa fazenda próxima a Plaza Huincul, Neuquén. Bonaparte e Coria descrevem as vértebras dorsais, costelas e sacro do animal, concluindo que se trata de um titânossauro de dimensões nunca antes vistas. O trabalho establece que as costelas eram huecas, ao contrário de outros sauroópodos, e que possuía articulações hiposfeno-hipantro nas vértebras, levando os autores a propor a família Andesauridae para agrupar Argentinosaurus com Andesaurus e Epachthosaurus. Embora a família Andesauridae não seja mais aceita, a importância histórica deste paper é inestimável como primeiro registro do maior animal terrestre conhecido.

Material holótipo do Argentinosaurus huinculensis (MCF-PVPH 1), incluindo vértebras dorsais e sacrais descrito originalmente por Bonaparte e Coria (1993). Esta imagem documenta o registro fóssil extremamente fragmentário do maior dinossauro conhecido.

Material holótipo do Argentinosaurus huinculensis (MCF-PVPH 1), incluindo vértebras dorsais e sacrais descrito originalmente por Bonaparte e Coria (1993). Esta imagem documenta o registro fóssil extremamente fragmentário do maior dinossauro conhecido.

Reconstituição esquelética completa do Argentinosaurus huinculensis no Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina. Baseia-se no holótipo descrito por Bonaparte e Coria (1993) complementado por inferências de parentes próximos.

Reconstituição esquelética completa do Argentinosaurus huinculensis no Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina. Baseia-se no holótipo descrito por Bonaparte e Coria (1993) complementado por inferências de parentes próximos.

2004

Giants and bizarres: body size of some southern South American Cretaceous dinosaurs

Mazzetta, G.V., Christiansen, P. e Farina, R.A. · Historical Biology

Mazzetta, Christiansen e Farina apresentam o estudo mais rigoroso de estimativa de massa para o Argentinosaurus, usando regressões baseadas em medidas de ossos longos de sauroópodos de massa conhecida. Os resultados indicam uma massa mais provável de 73 toneladas (60-88 toneladas de amplitude de confiança), tornando o Argentinosaurus o maior animal terrestre de que se tem boa documentação. O trabalho também estima o tamanho de outros gigantes do Cretáceo sul-americano, como o terópode Giganotosaurus, e discute como os limites biológicos impõem restrições ao tamanho máximo dos dinossauros. Esta estimativa de 73 toneladas permanece como a mais citada na literatura científica.

Molde de vértebra dorsal do Argentinosaurus huinculensis em exposição no Museu de História Natural do Condado de Los Angeles. As dimensões destas vértebras foram centrais nas estimativas de massa de Mazzetta et al. (2004).

Molde de vértebra dorsal do Argentinosaurus huinculensis em exposição no Museu de História Natural do Condado de Los Angeles. As dimensões destas vértebras foram centrais nas estimativas de massa de Mazzetta et al. (2004).

Vértebra dorsal do Argentinosaurus no Museu do Condado de Los Angeles (LACM), fotografada por Matt Wedel. Mazzetta et al. (2004) utilizaram dimensões de vértebras como estas para calcular a massa corporal do animal.

Vértebra dorsal do Argentinosaurus no Museu do Condado de Los Angeles (LACM), fotografada por Matt Wedel. Mazzetta et al. (2004) utilizaram dimensões de vértebras como estas para calcular a massa corporal do animal.

2013

March of the titans: the locomotor capabilities of sauropod dinosaurs

Sellers, W.I., Margetts, L., Coria, R.A. e Manning, P.L. · PLOS ONE

Sellers e colegas criam o primeiro modelo musculoesquelético computacional completo de um dinossauro gigante, baseado em escaneamento laser da reconstituição esquelética do Argentinosaurus no Museo Municipal Carmen Funes. Usando algoritmos genéticos e simulação de dinâmica direta, o modelo gera padrões de marcha com custo metabólico mínimo. A estimativa de massa de 83,2 toneladas pelo método de casco convexo é a mais alta já proposta para a espécie. A velocidade máxima de marcha é estimada em aproximadamente 2 m/s (7 km/h), revelando que o animal movia-se lentamente mas de forma energeticamente eficiente. O trabalho demonstra que articulações de tornozelo com amplitude reduzida eram necessárias para suportar a massa colossal.

Reconstrução esquelética do Argentinosaurus huinculensis. Sellers et al. (2013) utilizaram a montagem esquelética do Museo Carmen Funes para criar um modelo musculoesquelético computacional que simulou a locomoção do maior dinossauro conhecido.

Reconstrução esquelética do Argentinosaurus huinculensis. Sellers et al. (2013) utilizaram a montagem esquelética do Museo Carmen Funes para criar um modelo musculoesquelético computacional que simulou a locomoção do maior dinossauro conhecido.

Reconstituição esquelética do Argentinosaurus huinculensis de Sellers et al. (2013), mostrando os elementos esqueléticos conhecidos (em branco) e inferidos (em cinza) usados na simulação biomecânica.

Reconstituição esquelética do Argentinosaurus huinculensis de Sellers et al. (2013), mostrando os elementos esqueléticos conhecidos (em branco) e inferidos (em cinza) usados na simulação biomecânica.

2014

A gigantic, exceptionally complete titanosaurian sauropod dinosaur from southern Patagonia, Argentina

Lacovara, K.J., Lamanna, M.C., Ibiricu, L.M., Poole, J.C., Schroeter, E.R., Ullmann, P.V., Voegele, K.K., Boles, Z.M., Carter, A.M., Fowler, E.K., Egerton, V.M., Moyer, A.E., Coughenour, C.L., Schein, J.P., Harris, J.D., Martínez, R.D. e Novas, F.E. · Scientific Reports

Lacovara e colegas descrevem o Dreadnoughtus schrani da Formação Cerro Fortaleza, Patagônia, com aproximadamente 70% do esqueleto pós-craniano preservado, tornando-o o mais completo dos titânossauros gigantes conhecidos. A massa estimada de 59,3 toneladas para um indivíduo ainda em crescimento demonstra que outros gigantes como Argentinosaurus, estimado em 73-83 toneladas, eram efetivamente maiores. O trabalho fornece o contexto anatômico mais completo disponível para comparação com o Argentinosaurus, cujo registro fóssil é muito fragmentário. Publicado em Scientific Reports com acesso aberto.

Reconstituição esquelética do Dreadnoughtus schrani, mostrando elementos fósseis recuperados (em branco). Lacovara et al. (2014) demonstraram que o Dreadnoughtus ainda estava crescendo quando morreu, reforçando que o Argentinosaurus adulto era ainda maior.

Reconstituição esquelética do Dreadnoughtus schrani, mostrando elementos fósseis recuperados (em branco). Lacovara et al. (2014) demonstraram que o Dreadnoughtus ainda estava crescendo quando morreu, reforçando que o Argentinosaurus adulto era ainda maior.

Vista posterolateral de vértebra dorsal do Argentinosaurus no Museu de LA County. Lacovara et al. (2014) compararam a osteologia de Dreadnoughtus com Argentinosaurus para contextualizar o tamanho deste último.

Vista posterolateral de vértebra dorsal do Argentinosaurus no Museu de LA County. Lacovara et al. (2014) compararam a osteologia de Dreadnoughtus com Argentinosaurus para contextualizar o tamanho deste último.

2017

A new giant titanosaur sheds light on body mass evolution among sauropod dinosaurs

Carballido, J.L., Pol, D., Otero, A., Cerda, I.A., Salgado, L., Garrido, A.C., Ramezani, J., Cúneo, N.R. e Krause, J.M. · Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences

Carballido e colegas descrevem o Patagotitan mayorum da Formação Candeleros, Patagônia, representado por pelo menos seis espécimes com excelente preservação. A análise filogenética recupera o Argentinosaurus como táxon irmão do Patagotitan dentro de Lognkosauria, confirmando que este clado incluía os maiores animais terrestres já existentes. A massa do Patagotitan é estimada em 69 toneladas, levemente abaixo da estimativa mais aceita para Argentinosaurus (73 toneladas). O trabalho estabelece Lognkosauria como o grupo de sauroópodos que atingiu as maiores massas corporais da história da vida na Terra.

Cladograma de titanossauros de Zaher et al. (2011), mostrando as relações dentro de Titanosauria. Carballido et al. (2017) refinaram esta análise para posicionar Argentinosaurus e Patagotitan em Lognkosauria como táxons irmãos.

Cladograma de titanossauros de Zaher et al. (2011), mostrando as relações dentro de Titanosauria. Carballido et al. (2017) refinaram esta análise para posicionar Argentinosaurus e Patagotitan em Lognkosauria como táxons irmãos.

Comparação de tamanho do Futalognkosaurus dukei, outro membro de Lognkosauria. Carballido et al. (2017) demonstraram que este clado, que inclui Futalognkosaurus, Argentinosaurus e Patagotitan, representa o pico evolutivo de tamanho em sauroópodos.

Comparação de tamanho do Futalognkosaurus dukei, outro membro de Lognkosauria. Carballido et al. (2017) demonstraram que este clado, que inclui Futalognkosaurus, Argentinosaurus e Patagotitan, representa o pico evolutivo de tamanho em sauroópodos.

2016

A gigantic new dinosaur from Argentina and the evolution of the sauropod hind foot

González Riga, B.J., Lamanna, M.C., Ortiz David, L.D., Calvo, J.O. e Coria, J.P. · Scientific Reports

González Riga e colegas descrevem o Notocolossus gonzalezparejasi, titânossauro colossal da Formação Plottier de Mendoza, com 1,76 metro de úmero, um dos maiores conhecidos. A análise filogenética com 33 táxons e 350 caracteres posiciona Argentinosaurus e Epachthosaurus como membros basais de Lithostrotia. O trabalho demonstra que o pé completo do Notocolossus mostra metacarpo compacto e garra truncada, adaptação para suportar massa extraordinária, morfologia que pode ter se desenvolvido igualmente no Argentinosaurus. Publicado em Scientific Reports com acesso aberto.

Comparação dos maiores dinossauros conhecidos em comprimento, incluindo o Argentinosaurus huinculensis. González Riga et al. (2016) posicionaram o Argentinosaurus como membro basal de Lithostrotia, linhagem que concentra os maiores sauroópodos já registrados.

Comparação dos maiores dinossauros conhecidos em comprimento, incluindo o Argentinosaurus huinculensis. González Riga et al. (2016) posicionaram o Argentinosaurus como membro basal de Lithostrotia, linhagem que concentra os maiores sauroópodos já registrados.

Gráfico comparativo de massa do Dreadnoughtus schrani em unidades métricas, contextualizado com outros animais. González Riga et al. (2016) descreveram o Notocolossus como parente próximo do Argentinosaurus em Lithostrotia, com úmero de 1,76 metro similar em proporção ao do maior titanossauro conhecido.

Gráfico comparativo de massa do Dreadnoughtus schrani em unidades métricas, contextualizado com outros animais. González Riga et al. (2016) descreveram o Notocolossus como parente próximo do Argentinosaurus em Lithostrotia, com úmero de 1,76 metro similar em proporção ao do maior titanossauro conhecido.

2011

Biology of the sauropod dinosaurs: the evolution of gigantism

Sander, P.M., Christian, A., Clauss, M., Fechner, R., Gee, C.T., Griebeler, E.M., Gunga, H.C., Hummel, J., Mallison, H., Perry, S.F., Preuschoft, H., Rauhut, O.W.M., Remes, K., Tütken, T., Wings, O. e Witzel, U. · Biological Reviews

Sander e colegas apresentam a revisão mais abrangente já publicada sobre a biologia dos sauroópodos, explicando como o gigantismo extremo foi possível. Os autores identificam seis adaptações principais: pescoço longo que expande o alcance de alimentação sem precisar mover o corpo; esqueleto pneumatizado que reduz massa; cabeça pequena com dentes simples que permitem colheita rápida de vegetação; sistema respiratório aviário com sacos aéreos; metabolismo elevado evidenciado por histologia óssea; e reprodução ovípara com prole numerosa. Este conjunto de características explica por que sauroópodos como o Argentinosaurus puderam atingir 70-80 toneladas sem equivalente na história dos vertebrados.

Vértebras do Argentinosaurus e do Puertasaurus reuili no Gondwana-Praehistorium, Alemanha. Sander et al. (2011) examinaram como o sistema esquelético pneumatizado dos sauroópodos — visível nestas vértebras cobertas de cavidades — contribuiu para o gigantismo extremo.

Vértebras do Argentinosaurus e do Puertasaurus reuili no Gondwana-Praehistorium, Alemanha. Sander et al. (2011) examinaram como o sistema esquelético pneumatizado dos sauroópodos — visível nestas vértebras cobertas de cavidades — contribuiu para o gigantismo extremo.

Vértebra do Argentinosaurus huinculensis no Museo Paleontológico Egidio Feruglio, Trelew. Sander et al. (2011) utilizaram análises de histologia óssea de sauroópodos para demonstrar que o metabolismo elevado era a base fisiológica do gigantismo.

Vértebra do Argentinosaurus huinculensis no Museo Paleontológico Egidio Feruglio, Trelew. Sander et al. (2011) utilizaram análises de histologia óssea de sauroópodos para demonstrar que o metabolismo elevado era a base fisiológica do gigantismo.

2008

Sauropod gigantism

Sander, P.M. e Clauss, M. · Science

Sander e Clauss sintetizam em formato de revisão para a Science os principais fatores evolutivos que permitiram o gigantismo nos sauroópodos. O trabalho destaca que a reprodução ovípara, com ovos de apenas 2 a 5 kg produzidos em grande número, permitia que os sauroópodos crescessem de filhotes minúsculos até gigantes de 70-80 toneladas sem o gargalo reprodutivo que limita os mamíferos. A histologia óssea fibrolamelar, com crescimento contínuo sem linhas de parada, evidencia metabolismo endotérmico. Essa combinação única de fisiologia aviária com reprodução reptiliana explica por que apenas sauroópodos atingiram o nível de massa do Argentinosaurus.

Fêmur do Argentinosaurus no Museo de La Plata, Argentina. Sander e Clauss (2008) argumentaram que o crescimento contínuo rápido evidenciado por histologia óssea, combinado com reprodução ovípara, explica como o Argentinosaurus atingiu sua massa colossal.

Fêmur do Argentinosaurus no Museo de La Plata, Argentina. Sander e Clauss (2008) argumentaram que o crescimento contínuo rápido evidenciado por histologia óssea, combinado com reprodução ovípara, explica como o Argentinosaurus atingiu sua massa colossal.

Reconstituição esquelética do Argentinosaurus no Gondwana-Praehistorium, Alemanha. Sander e Clauss (2008) usaram as proporções de sauroópodos como o Argentinosaurus para desenvolver seu modelo de gigantismo baseado em fisiologia aviária com reprodução reptiliana.

Reconstituição esquelética do Argentinosaurus no Gondwana-Praehistorium, Alemanha. Sander e Clauss (2008) usaram as proporções de sauroópodos como o Argentinosaurus para desenvolver seu modelo de gigantismo baseado em fisiologia aviária com reprodução reptiliana.

2002

Sauropod dinosaur phylogeny: critique and cladistic analysis

Wilson, J.A. · Zoological Journal of the Linnean Society

Wilson apresenta uma análise filogenética abrangente de Sauropoda que se tornou referência fundamental para a sistemática do grupo. O trabalho revisa criticamente os caracteres usados em análises anteriores, elimina caracteres problemáticos e adiciona novos, gerando uma matriz com 234 caracteres para 36 táxons de sauroópodos. O Argentinosaurus é posicionado em Titanosauria como membro basal, relacionado com Andesaurus. Esta análise estabeleceu o framework filogenético que permitiu todas as revisões posteriores, incluindo a descoberta de Lognkosauria como subclado de titanossauros gigantes. É uma das análises filogenéticas mais citadas na paleontologia de sauroópodos.

Diagrama de escala dos dinossauros da Formação Huincul. Wilson (2002) forneceu o framework filogenético de Sauropoda que permitiu contextualizar o Argentinosaurus em relação a outros membros de Titanosauria da mesma formação.

Diagrama de escala dos dinossauros da Formação Huincul. Wilson (2002) forneceu o framework filogenético de Sauropoda que permitiu contextualizar o Argentinosaurus em relação a outros membros de Titanosauria da mesma formação.

Comparação dos maiores dinossauros em comprimento e massa, incluindo o Argentinosaurus huinculensis. Wilson (2002) estabeleceu o framework filogenético de Sauropoda que é hoje a base para classificar todos os gigantes representados neste diagrama.

Comparação dos maiores dinossauros em comprimento e massa, incluindo o Argentinosaurus huinculensis. Wilson (2002) estabeleceu o framework filogenético de Sauropoda que é hoje a base para classificar todos os gigantes representados neste diagrama.

2005

The Sauropods: Evolution and Paleobiology

Curry Rogers, K. e Wilson, J.A. · University of California Press

Curry Rogers e Wilson editam o volume de referência mais completo sobre a evolução e paleobiologia dos sauroópodos, reunindo contribuições dos principais especialistas da área. Capítulos relevantes para o Argentinosaurus incluem análises de histologia óssea demonstrando crescimento rápido, estudos de biomecânica de locomoção em gigantes, e revisões ecológicas sobre como herbívoros de 70-80 toneladas obtinham energia suficiente para sobreviver. O volume tornou-se a referência padrão para pesquisas sobre sauroópodos, incluindo os gigantes titanossaurídeos da América do Sul.

Exposição de dinossauros argentinos no Fernbank Museum, Atlanta. Curry Rogers e Wilson (2005) sintetizaram o conhecimento sobre a paleobiologia dos gigantes como o Argentinosaurus que são hoje as estrelas de exposições museológicas ao redor do mundo.

Exposição de dinossauros argentinos no Fernbank Museum, Atlanta. Curry Rogers e Wilson (2005) sintetizaram o conhecimento sobre a paleobiologia dos gigantes como o Argentinosaurus que são hoje as estrelas de exposições museológicas ao redor do mundo.

Diagrama de tamanho do Argentinosaurus huinculensis comparado com ser humano. Curry Rogers e Wilson (2005) forneceram o contexto paleobiológico para entender como um animal com estas proporções poderia existir.

Diagrama de tamanho do Argentinosaurus huinculensis comparado com ser humano. Curry Rogers e Wilson (2005) forneceram o contexto paleobiológico para entender como um animal com estas proporções poderia existir.

2007

A new Cretaceous terrestrial ecosystem from Gondwana with the description of a new sauropod dinosaur

Calvo, J.O., Porfiri, J.D., González-Riga, B.J. e Kellner, A.W.A. · Anais da Academia Brasileira de Ciências

Calvo e colegas descrevem o Futalognkosaurus dukei da Formação Portezuelo, Argentina, e propõem o clado Lognkosauria para agrupar este novo titanossauro com o Mendozasaurus. Estudos posteriores (Carballido 2017, González Riga 2018) ampliariam Lognkosauria para incluir o Argentinosaurus e o Patagotitan, tornando este clado o repositório dos maiores animais terrestres que já existiram. O trabalho descreve também o ecossistema terrestre onde estes gigantes viviam, com fauna associada de terópodes, crocodilos e pterossauros. Publicado em acesso aberto na Anais da Academia Brasileira de Ciências.

Comparação dos maiores dinossauros conhecidos, incluindo o Argentinosaurus e outros lognkossaurídeos. Calvo et al. (2007) estabeleceram o clado Lognkosauria, que viria a incluir os maiores animais terrestres da história, quando descreveram o Futalognkosaurus.

Comparação dos maiores dinossauros conhecidos, incluindo o Argentinosaurus e outros lognkossaurídeos. Calvo et al. (2007) estabeleceram o clado Lognkosauria, que viria a incluir os maiores animais terrestres da história, quando descreveram o Futalognkosaurus.

Reconstituição do Patagotitan mayorum, membro de Lognkosauria e táxon irmão do Argentinosaurus segundo Carballido et al. (2017). Calvo et al. (2007) iniciaram o reconhecimento desta linhagem de gigantes ao descrever o Futalognkosaurus.

Reconstituição do Patagotitan mayorum, membro de Lognkosauria e táxon irmão do Argentinosaurus segundo Carballido et al. (2017). Calvo et al. (2007) iniciaram o reconhecimento desta linhagem de gigantes ao descrever o Futalognkosaurus.

2006

A new carcharodontosaurid (Dinosauria, Theropoda) from the Upper Cretaceous of Argentina

Coria, R.A. e Currie, P.J. · Geodiversitas

Coria e Currie descrevem o Mapusaurus roseae da Formação Huincul, o mesmo depósito geológico que preservou o Argentinosaurus huinculensis. O Mapusaurus era um carcharodontossaurídeo de 10-12 metros, potencialmente capaz de atacar em grupo jovens Argentinosaurus. O estudo identifica uma acumulação de ossos de pelo menos oito indivíduos de Mapusaurus no mesmo sítio, sugerindo comportamento gregário. A coexistência de Mapusaurus e Argentinosaurus na mesma formação é uma das associações predador-presa mais espetaculares do registro fóssil, com o maior carnívoro e a maior presa herbívora do Cretáceo Sul-Americano compartilhando o mesmo ecossistema.

Interior do Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, mostrando os esqueletos montados de Giganotosaurus e Argentinosaurus. Coria e Currie (2006) descreveram o Mapusaurus, outro predador que coexistia com o Argentinosaurus na Formação Huincul.

Interior do Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, mostrando os esqueletos montados de Giganotosaurus e Argentinosaurus. Coria e Currie (2006) descreveram o Mapusaurus, outro predador que coexistia com o Argentinosaurus na Formação Huincul.

Vértebras do Argentinosaurus e outros titânossauros patagônicos no Museo Paleontológico Egidio Feruglio, Trelew. Coria e Currie (2006) contextualizaram o Argentinosaurus no ecossistema da Formação Huincul, dominado por gigantes herbívoros e seus predadores.

Vértebras do Argentinosaurus e outros titânossauros patagônicos no Museo Paleontológico Egidio Feruglio, Trelew. Coria e Currie (2006) contextualizaram o Argentinosaurus no ecossistema da Formação Huincul, dominado por gigantes herbívoros e seus predadores.

2018

An early trend towards gigantism in Triassic sauropodomorph dinosaurs

Apaldetti, C., Martínez, R.N., Cerda, I.A., Pol, D. e Alcober, O. · Nature Ecology and Evolution

Apaldetti e colegas analisam por histologia óssea os sauroópodóomorfos triássicos da Argentina, demonstrando que a tendência para o crescimento rápido e o gigantismo se iniciou já no Triássico Tardio, 30 milhões de anos antes do pico Jurássico e Cretáceo. A taxa de crescimento dos sauroópodóomorfos triássicos era três vezes maior que a de répteis modernos. Este estudo fornece o contexto evolutivo para entender como o Argentinosaurus, no extremo final dessa trajetória, pôde atingir 70-80 toneladas. A tendência para o gigantismo foi assim estabelecida logo no início da linhagem, não uma novidade evolucionária tardia.

Comparação de tamanho do Argentinosaurus huinculensis com ser humano. Apaldetti et al. (2018) demonstraram que a trajetória evolutiva que levou ao gigantismo do Argentinosaurus começou no Triássico com os ancestrais dos sauroópodos.

Comparação de tamanho do Argentinosaurus huinculensis com ser humano. Apaldetti et al. (2018) demonstraram que a trajetória evolutiva que levou ao gigantismo do Argentinosaurus começou no Triássico com os ancestrais dos sauroópodos.

Montagem esquelética do Argentinosaurus na exposição 'Dinosauri. Giganti dall'Argentina' em Pádua. Apaldetti et al. (2018) rastrearam a origem evolutiva do gigantismo deste animal ao Triássico, 100 milhões de anos antes.

Montagem esquelética do Argentinosaurus na exposição 'Dinosauri. Giganti dall'Argentina' em Pádua. Apaldetti et al. (2018) rastrearam a origem evolutiva do gigantismo deste animal ao Triássico, 100 milhões de anos antes.

2014

Rates of dinosaur body mass evolution indicate 170 million years of sustained ecological innovation on the avian stem lineage

Benson, R.B.J., Campione, N.E., Carrano, M.T., Mannion, P.D., Sullivan, C., Upchurch, P. e Evans, D.C. · PLOS Biology

Benson e colegas analisam as taxas de evolução de massa corporal em 426 espécies de dinossauros ao longo de 170 milhões de anos, usando filogenia e métodos comparativos. O Argentinosaurus aparece como ponto de dados extremo na análise, com estimativa de massa de 90-95 toneladas (com grande amplitude de erro). O estudo demonstra que a linhagem dos dinossauros aviários (aves) manteve taxas de evolução de massa consistentemente elevadas por 170 Ma, enquanto os sauroópodos como Argentinosaurus atingiram seus máximos de tamanho em pulsos de diversificação específicos. Publicado em acesso aberto na PLOS Biology.

Reconstituições de titânossauros da Patagônia argentina. Benson et al. (2014) incluíram o Argentinosaurus como ponto de dado extremo em sua análise de evolução de massa corporal em dinossauros ao longo de 170 Ma.

Reconstituições de titânossauros da Patagônia argentina. Benson et al. (2014) incluíram o Argentinosaurus como ponto de dado extremo em sua análise de evolução de massa corporal em dinossauros ao longo de 170 Ma.

Comparação de tamanho do Patagotitan mayorum, parente próximo do Argentinosaurus em Lognkosauria. Benson et al. (2014) estabeleceram que os lognkossaurídeos como Argentinosaurus e Patagotitan representaram o pico absoluto da evolução de massa corporal em vertebrados terrestres.

Comparação de tamanho do Patagotitan mayorum, parente próximo do Argentinosaurus em Lognkosauria. Benson et al. (2014) estabeleceram que os lognkossaurídeos como Argentinosaurus e Patagotitan representaram o pico absoluto da evolução de massa corporal em vertebrados terrestres.

2013

Osteology of Eoraptor lunensis (Dinosauria, Sauropodomorpha)

Sereno, P.C., Martinez, R.N. e Alcober, O.A. · Journal of Vertebrate Paleontology Memoirs

Sereno, Martinez e Alcober descrevem em detalhe a osteologia do Eoraptor lunensis do Triássico da Argentina, o mais antigo representante conhecido dos sauroópodóomorfos. O trabalho fornece a base comparativa anatômica para entender a evolução do grupo que levaria, 130 milhões de anos depois, aos gigantes como o Argentinosaurus huinculensis. A análise das transformações morfológicas do pequeno Eoraptor (4-5 kg) ao colossal Argentinosaurus (73.000 kg) representa uma das maiores amplitudes de tamanho em uma única linhagem filogenética na história dos vertebrados.

Mosaico de titanossauros incluindo representantes do grupo ao qual pertence o Argentinosaurus. Sereno et al. (2013) descreveram o ancestral mais antigo do grupo sauropodomorfo que evoluiria até os titânossauros gigantes do Cretáceo.

Mosaico de titanossauros incluindo representantes do grupo ao qual pertence o Argentinosaurus. Sereno et al. (2013) descreveram o ancestral mais antigo do grupo sauropodomorfo que evoluiria até os titânossauros gigantes do Cretáceo.

Argentinosaurus e outros titanossauros do Chubut no Museo Egidio Feruglio, Patagônia. Sereno et al. (2013) forneceram as bases evolutivas para entender como a linhagem dos sauropodamorfos argentinos passou de animais de 5 kg no Triássico ao Argentinosaurus de 73 toneladas no Cretáceo.

Argentinosaurus e outros titanossauros do Chubut no Museo Egidio Feruglio, Patagônia. Sereno et al. (2013) forneceram as bases evolutivas para entender como a linhagem dos sauropodamorfos argentinos passou de animais de 5 kg no Triássico ao Argentinosaurus de 73 toneladas no Cretáceo.

MCF-PVPH 1 (Holótipo) — Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, Neuquén, Argentina

Dhoefgen / CC BY-SA 4.0

MCF-PVPH 1 (Holótipo)

Museo Municipal Carmen Funes, Plaza Huincul, Neuquén, Argentina

Completude: ~10% (vértebras e fragmentos)
Encontrado em: 1987
Por: Guillermo Heredia

Holótipo consistindo em sete vértebras dorsais, vértebras sacrais, costelas sacrais e fragmentos adicionais. O museu também exibe uma reconstituição esquelética completa do Argentinosaurus ao lado de um Giganotosaurus carolinii, na maior exposição de dinossauros da Patagônia.

Molde de vértebra dorsal (LACM) — Natural History Museum of Los Angeles County, Los Angeles, EUA

Etemenanki3 / CC BY-SA 4.0

Molde de vértebra dorsal (LACM)

Natural History Museum of Los Angeles County, Los Angeles, EUA

Completude: Molde de vértebras
Encontrado em: 1987
Por: Guillermo Heredia (molde da peça original)

Molde de vértebra dorsal do Argentinosaurus huinculensis em exposição permanente. O museu exibe este molde para demonstrar as dimensões colossais do animal. A vértebra dorsal original está preservada no Museo Carmen Funes, Argentina.

O Argentinosaurus huinculensis é uma superestrela da paleontologia, frequentemente apresentado como o maior animal terrestre já existente, mas sua presença no cinema e na televisão é surpreendentemente modesta para sua fama. O documentário mais relevante dedicado à espécie foi produzido pela National Geographic em 2014, usando dados do estudo biomecânico de Sellers et al. (2013). Na série Planet Dinosaur da BBC (2011), o Argentinosaurus aparece como presa do Mapusaurus em uma das cenas mais épicas já filmadas sobre dinossauros. Em Prehistoric Planet (Apple TV+, 2022), titanossauros sul-americanos aparecem com reconstituições baseadas nos dados mais recentes. A falta de esqueleto completo impossibilitou aparições mais detalhadas em filmes de ficção, mas o Argentinosaurus permanece como a medida suprema de tamanho ao qual todos os outros gigantes do cinema são comparados, de Godzilla a personagens de ficção científica. Seu encontro com o Giganotosaurus na Formação Huincul é frequentemente citado como a interação predador-presa mais espetacular da história da vida.

Animatrônico do T-rex da franquia Jurassic Park com o Jeep característico da série

Animatrônico em tamanho real do T-rex da franquia Jurassic Park, com o Jeep vermelho icônico da série — Amaury Laporte · CC BY 2.0

1999 📹 Walking with Dinosaurs (BBC) — Tim Haines, Jasper James Wikipedia →
2011 📹 Planet Dinosaur (BBC) — Nigel Paterson Wikipedia →
2014 📹 Argentinosaurus (National Geographic) — National Geographic Wikipedia →
2015 🎬 Jurassic World (menção no universo expandido) — Colin Trevorrow Wikipedia →
2022 📹 Prehistoric Planet (Apple TV+) — Jon Favreau (produtor executivo) Wikipedia →
Dinosauria
Saurischia
Sauropodomorpha
Sauropoda
Macronaria
Titanosauria
Lithostrotia
Lognkosauria
Primeiro fóssil
1987
Descobridor
Guillermo Heredia (fazendeiro)
Descrição formal
1993
Descrito por
Bonaparte e Coria
Formação
Formação Huincul
Região
Neuquén
País
Argentina
Bonaparte, J.F. e Coria, R.A. (1993) — Ameghiniana

Curiosidade

O Argentinosaurus foi descoberto por um fazendeiro que pensou inicialmente ter encontrado um tronco de árvore petrificado. Quando percebeu que a 'madeira' era na verdade osso, chamou os paleontólogos. A vértebra que encontrou media mais de 1,5 metro de altura, maior do que a maioria dos seres humanos adultos!