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Mapusaurus roseae
Cretáceo Carnívoro

Mapusaurus roseae

Mapusaurus roseae

"Lagarto da terra (das rochas cor-de-rosa)"

Período
Cretáceo · Cenomaniano
Viveu
97–93 Ma
Comprimento
até 11 m
Peso estimado
3.0 t
País de origem
Argentina
Descrito em
2006 por Rodolfo A. Coria & Philip J. Currie

Mapusaurus roseae foi um dos maiores predadores terrestres do Cretáceo Superior, habitando o que hoje é a Patagônia argentina há cerca de 97 a 93 milhões de anos. Pertencente à família Carcharodontosauridae, este carcarodontossaurídeo chegava a 10 a 13 metros de comprimento e pesava entre 3 e 6 toneladas. Seu crânio era mais profundo e estreito do que o de seu parente próximo Giganotosaurus, com nasais rugosos característicos. A descoberta de um bonebed com ao menos sete a nove indivíduos de diferentes idades na Formação Huincul levou pesquisadores a sugerir que Mapusaurus pode ter vivido e caçado em grupos, talvez cooperando para abater presas gigantes como Argentinosaurus.

A Formação Huincul é uma unidade geológica do Cenomaniano ao Turoniano Inferior (97 a 93 Ma) da Bacia do Neuquén, aflorando nas províncias de Mendoza, Río Negro e Neuquén no norte da Patagônia argentina. É composta principalmente por arenitos verdes e amarelos com intercalações de argilito, com espessura de até 250 metros. O paleoambiente é interpretado como árido a semi-árido, com cursos d'água efêmeros em um sistema fluvial entrelaçado. A formação é um dos depósitos fossilíferos mais ricos da Patagônia, preservando titanossauros gigantes como Argentinosaurus, terópodes como Mapusaurus e outros carcarodontossaurídeos, além de fauna diversa de crocodilos, tartarugas, répteis e flora de mais de 40 táxons polínicos.

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Habitat

Mapusaurus habitou o que hoje é a Patagônia argentina durante o Cenomaniano, há 97 a 93 milhões de anos. O paleoambiente da Formação Huincul era árido a semi-árido, com cursos d'água efêmeros ou sazonais em um sistema fluvial entrelaçado. A vegetação incluía samambaias, coníferas, gnetófitas e plantas com flor em estágio inicial de expansão. No mesmo ecossistema viviam titanossauros gigantes como Argentinosaurus e Choconsaurus, rebbachissaurídeos, abelissaurídeos, paraves, crocodilos, tartarugas quelídeas e squamatas.

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Alimentação

Mapusaurus era um predador de topo com dentes lateralmente comprimidos e serrilhados, adaptados para cortar carne de grandes presas. A hipótese mais discutida é que grupos de Mapusaurus caçavam cooperativamente titanossauros gigantes como Argentinosaurus, que podia atingir 30 a 40 metros e ser considerado imune a predadores solitários. A presença de múltiplos indivíduos de diferentes idades no bonebed sugere associação interespecífica habitual. Estudos biomecânicos indicam que, na massa de 3 a 6 toneladas, a velocidade máxima era inferior a 20 km/h, favorecendo táticas de emboscada ou desgaste coletivo sobre sauropodes.

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Comportamento e sentidos

O bonebed monoespecífico de Cañadón del Gato, com pelo menos sete a nove indivíduos de diferentes idades, é a evidência mais forte de comportamento gregário em um carcarodontossaurídeo. Pesquisadores como Rodolfo Coria e Philip Currie interpretaram o sítio como indicativo de que Mapusaurus vivia e possivelmente caçava em grupos, embora a acumulação tafonômica por outros fatores (como mortalidade em eventos de seca) não possa ser descartada. O estudo paleopatológico de Bell & Coria (2013) revelou traumas nos ossos compatíveis com estilo de vida ativo e perigoso, possivelmente incluindo conflitos intra ou interespecíficos.

Fisiologia e crescimento

Como grande terópode, Mapusaurus provavelmente tinha metabolismo endotérmico ou mesotérmico, similar ao demonstrado por histologia óssea em tiranossaurídeos (Erickson et al., 2004). Os membros anteriores eram vestigiais em relação ao tamanho corporal, tendência convergente com tiranossaurídeos e abelissaurídeos documentada por Canale et al. (2022) em Meraxes. O quarto trocânter proeminente no fêmur é um caráter diagnóstico do clado Giganotosaurini. Estimativas de velocidade máxima baseadas em biomecânica de terópodes gigantes ficam abaixo de 20 km/h para indivíduos de 3 toneladas ou mais.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Durante o Cenomaniano (~97–93 Ma), Mapusaurus roseae habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 55%

Conhecido a partir de um bonebed com pelo menos sete a nove indivíduos (MCF-PVPH-108), representando diferentes estágios de crescimento. O holótipo é o nasal direito MCF-PVPH-108.1, depositado no Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina. Elementos cranianos e pós-cranianos foram recuperados, mas nenhum esqueleto individual está completo.

Encontrado (11)
Inferido (2)
Esqueleto de dinossauro — theropod
Wikimedia Commons Domínio Público

Estruturas encontradas

skulllower_jawvertebraeribshumerusfemurtibiafibulafootpelvisscapula

Estruturas inferidas

complete_skinsoft_tissue

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

2006

A new carcharodontosaurid (Dinosauria, Theropoda) from the Upper Cretaceous of Argentina

Coria, R.A. & Currie, P.J. · Geodiversitas

Artigo fundador que descreve formalmente o Mapusaurus roseae com base em material de um bonebed monoespecífico da Formação Huincul, Neuquén, Argentina. Rodolfo Coria e Philip Currie analisam elementos cranianos e pós-cranianos de pelo menos sete indivíduos de diferentes tamanhos, diagnosticam o novo gênero e espécie, e realizam análise filogenética que posiciona Mapusaurus dentro de uma nova subfamília, Giganotosaurinae, mais próxima de Giganotosaurus do que de Carcharodontosaurus. O trabalho descreve o crânio mais profundo e estreito em comparação com Giganotosaurus, nasais rugosos fundidos, e vértebras cervicais proporcionalmente mais curtas. A presença de múltiplos indivíduos de idades variadas no mesmo sítio levou os autores a levantar a hipótese de comportamento gregário ou de caça cooperativa contra presas gigantes como Argentinosaurus. Publicado em Geodiversitas 28(1):71-118, este trabalho é a referência taxonômica primária da espécie.

Reconstituição do crânio de Mapusaurus roseae, incluindo esboço do espécime maior conhecido. A forma profunda e estreita do crânio é um dos caracteres diagnósticos definidos por Coria & Currie (2006).

Reconstituição do crânio de Mapusaurus roseae, incluindo esboço do espécime maior conhecido. A forma profunda e estreita do crânio é um dos caracteres diagnósticos definidos por Coria & Currie (2006).

Montagem de elementos cranianos de Mapusaurus roseae no Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina, onde o holótipo MCF-PVPH-108.1 está depositado.

Montagem de elementos cranianos de Mapusaurus roseae no Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina, onde o holótipo MCF-PVPH-108.1 está depositado.

1995

A new giant carnivorous dinosaur from the Cretaceous of Patagonia

Coria, R.A. & Salgado, L. · Nature

Descrição do Giganotosaurus carolinii, parente sul-americano mais próximo do Mapusaurus e coexistente na mesma região patagônica. Este paper, publicado na Nature, é fundamental para contextualizar Mapusaurus: os dois formam juntos a tribo Giganotosaurini dentro de Carcharodontosauridae, definida por Coria & Currie (2006) ao descrever Mapusaurus. Coria & Salgado estabelecem os caracteres diagnósticos do Giganotosaurus, como o crânio proporcionalmente baixo e a cintura escapular reduzida, que serviriam de base para as comparações anatômicas que Coria utilizaria dez anos depois para separar Mapusaurus como gênero distinto. A descoberta de um carcarodontossaurídeo sulamericano gigante também preparou o campo para a aceitação de Mapusaurus como apex predator da Patagônia cenomaniana.

Comparação de tamanho dos principais carcarodontossaurídeos conhecidos, incluindo Mapusaurus, Giganotosaurus e Carcharodontosaurus. Mapusaurus e Giganotosaurus formam a tribo Giganotosaurini, mais próximos entre si do que de qualquer outro membro da família.

Comparação de tamanho dos principais carcarodontossaurídeos conhecidos, incluindo Mapusaurus, Giganotosaurus e Carcharodontosaurus. Mapusaurus e Giganotosaurus formam a tribo Giganotosaurini, mais próximos entre si do que de qualquer outro membro da família.

Comparação de tamanho dos dinossauros da Formação Huincul, onde Mapusaurus e Giganotosaurus coexistiram com titanossauros gigantes como Argentinosaurus durante o Cenomaniano.

Comparação de tamanho dos dinossauros da Formação Huincul, onde Mapusaurus e Giganotosaurus coexistiram com titanossauros gigantes como Argentinosaurus durante o Cenomaniano.

2013

Palaeopathological Survey of a Population of Mapusaurus (Theropoda: Carcharodontosauridae) from the Late Cretaceous Huincul Formation, Argentina

Bell, P.R. & Coria, R.A. · PLOS ONE

Phil Bell e Rodolfo Coria examinam 176 elementos esqueléticos de pelo menos nove indivíduos de Mapusaurus provenientes do bonebed monoespecífico da Formação Huincul e identificam cinco ossos com patologias. As lesões incluem fraturas traumáticas, erosões infecciosas e anomalias de desenvolvimento em vértebra cervical, costelas, falange e ílio. A taxa de anomalias (7-19% dos indivíduos) é comparada com populações de tiranossaurídeos e alosaurídeos, e reflete um estilo de vida ativo e periclitante para esses predadores de topo. O estudo é pioneiro na aplicação de paleopatologia populacional a carcarodontossaurídeos, fornecendo dados inéditos sobre comportamento e riscos de vida em um grupo de dinossauros pouco conhecido. As evidências de trauma são consistentes com comportamento predatório ativo contra presas de grande porte.

Elementos esqueléticos pós-cranianos patológicos de Mapusaurus roseae, publicados por Bell & Coria (2013) no PLOS ONE. A imagem mostra costelas, falange e arco neural com erosões, fraturas e lesões documentadas no estudo paleopatológico do bonebed.

Elementos esqueléticos pós-cranianos patológicos de Mapusaurus roseae, publicados por Bell & Coria (2013) no PLOS ONE. A imagem mostra costelas, falange e arco neural com erosões, fraturas e lesões documentadas no estudo paleopatológico do bonebed.

Reconstituição do crânio de Mapusaurus roseae exposta no Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina. Os elementos cranianos do bonebed forneceram dados essenciais para o estudo paleopatológico de Bell & Coria (2013).

Reconstituição do crânio de Mapusaurus roseae exposta no Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Argentina. Os elementos cranianos do bonebed forneceram dados essenciais para o estudo paleopatológico de Bell & Coria (2013).

2015

Cranial ontogenetic variation in Mapusaurus roseae (Dinosauria: Theropoda) and the probable role of heterochrony in carcharodontosaurid evolution

Canale, J.I., Novas, F.E., Salgado, L. & Coria, R.A. · Paläontologische Zeitschrift

Canale, Novas, Salgado e Coria analisam variações cranianas ontogenéticas em múltiplos indivíduos de Mapusaurus roseae provenientes do bonebed da Formação Huincul. O estudo demonstra diferenças significativas na fenestra maxilar e na textura óssea superficial entre indivíduos de tamanhos distintos, indicando heterocronia: diferentes taxas de desenvolvimento de características cranianas em relação ao crescimento corporal geral. Os autores sugerem que esse padrão pode ter desempenhado papel evolutivo na diversificação craniana dos carcarodontossaurídeos como grupo. O trabalho é fundamental para compreender como Mapusaurus crescia e como o bonebed representa uma amostra multiontogenética da população. Publicado em Paläontologische Zeitschrift 89, 983-993, 2015, o paper fortalece a interpretação de que o bonebed preserva indivíduos de idades diferentes de um mesmo grupo.

Comparação de escala entre sete carcarodontossaurídeos. O estudo de Canale et al. (2015) sobre variação ontogenética craniana em Mapusaurus contribui para compreender as diferenças morfológicas observadas entre membros da família.

Comparação de escala entre sete carcarodontossaurídeos. O estudo de Canale et al. (2015) sobre variação ontogenética craniana em Mapusaurus contribui para compreender as diferenças morfológicas observadas entre membros da família.

Comparação de tamanho entre Mapusaurus roseae e um ser humano. O bonebed estudado por Canale et al. (2015) preservou indivíduos de 6 a 13 metros, permitindo análise ontogenética direta da variação craniana ao longo do crescimento.

Comparação de tamanho entre Mapusaurus roseae e um ser humano. O bonebed estudado por Canale et al. (2015) preservou indivíduos de 6 a 13 metros, permitindo análise ontogenética direta da variação craniana ao longo do crescimento.

2012

The phylogeny of Tetanurae (Dinosauria: Theropoda)

Carrano, M.T., Benson, R.B.J. & Sampson, S.D. · Journal of Systematic Palaeontology

Análise filogenética abrangente de Tetanurae por Carrano, Benson e Sampson, codificando 65 táxons e 290 caracteres morfológicos, com implicações diretas para a posição de Mapusaurus dentro de Carcharodontosauridae. O trabalho confirma Mapusaurus e Giganotosaurus como táxons-irmãos na tribo Giganotosaurini, e posiciona Carcharodontosauridae firmemente dentro de Allosauroidea. Os autores discutem que Carrano et al. não conseguiram identificar autapomorfias que separem inequivocamente Mapusaurus de Giganotosaurus com base apenas em morfologia postcraniana, mas mantêm ambos como gêneros distintos. O trabalho fornece a matriz filogenética mais completa de tetanuranos publicada até aquele momento e é amplamente citado em todos os estudos subsequentes de carcarodontossaurídeos, incluindo as análises que incorporam Meraxes (2022) e os novos carcarodontossaurídeos africanos (2025).

Reconstituição artística de Mapusaurus roseae. A análise filogenética de Carrano et al. (2012) confirma sua posição como táxon-irmão de Giganotosaurus na tribo Giganotosaurini, dentro de Carcharodontosauridae.

Reconstituição artística de Mapusaurus roseae. A análise filogenética de Carrano et al. (2012) confirma sua posição como táxon-irmão de Giganotosaurus na tribo Giganotosaurini, dentro de Carcharodontosauridae.

Cinco grandes carnívoros do Cretáceo em escala comparativa. A posição filogenética de Mapusaurus, estabelecida por Carrano et al. (2012), mostra que os gigantes sul-americanos Mapusaurus e Giganotosaurus evoluíram independentemente dos tiranossaurídeos do hemisfério norte.

Cinco grandes carnívoros do Cretáceo em escala comparativa. A posição filogenética de Mapusaurus, estabelecida por Carrano et al. (2012), mostra que os gigantes sul-americanos Mapusaurus e Giganotosaurus evoluíram independentemente dos tiranossaurídeos do hemisfério norte.

2022

New giant carnivorous dinosaur reveals convergent evolutionary trends in theropod arm reduction

Canale, J.I., Apesteguía, S., Gallina, P.A., Mitchell, J., Smith, N.D., Cullen, T.M., Shinya, A., Haluza, A., Gianechini, F.A. & Makovicky, P.J. · Current Biology

Descrição de Meraxes gigas, novo carcarodontossaurídeo gigante da Formação Huincul, Argentina, cujas análises filogenéticas posicionam como o membro basal mais primitivo da tribo Giganotosaurini, ou seja, como táxon-irmão do clado formado por Mapusaurus e Giganotosaurus. O paper de Canale et al. (2022) na Current Biology tem implicações diretas para a compreensão da evolução de Mapusaurus: demonstra que a redução dos membros anteriores em grandes terópodes é uma tendência convergente independente em diferentes linhagens (carcarodontossaurídeos, tiranossaurídeos, abelissaurídeos), não uma herança de um ancestral comum. O estudo atualiza a árvore filogenética de Carcharodontosauridae e fornece novas estimativas de tempo de divergência entre Mapusaurus e seus parentes, mostrando que a tribo Giganotosaurini diversificou-se principalmente na América do Sul durante o Cretáceo.

Esqueleto montado de Mapusaurus roseae. A análise de Canale et al. (2022) revelou que Meraxes gigas, da mesma Formação Huincul, é o parente basal mais primitivo do clado Mapusaurus-Giganotosaurus, aprofundando o conhecimento sobre a diversidade de Giganotosaurini.

Esqueleto montado de Mapusaurus roseae. A análise de Canale et al. (2022) revelou que Meraxes gigas, da mesma Formação Huincul, é o parente basal mais primitivo do clado Mapusaurus-Giganotosaurus, aprofundando o conhecimento sobre a diversidade de Giganotosaurini.

Silhueta de Mapusaurus roseae em escala. O estudo de Canale et al. (2022) sobre Meraxes gigas atualizou as relações filogenéticas dentro de Giganotosaurini e confirmou Mapusaurus como um dos membros mais derivados da tribo.

Silhueta de Mapusaurus roseae em escala. O estudo de Canale et al. (2022) sobre Meraxes gigas atualizou as relações filogenéticas dentro de Giganotosaurini e confirmou Mapusaurus como um dos membros mais derivados da tribo.

1996

Predatory dinosaurs from the Sahara and Late Cretaceous faunal differentiation

Sereno, P.C., Dutheil, D.B., Iarochene, M., Larsson, H.C.E., Lyon, G.H., Magwene, P.M., Sidor, C.A., Varricchio, D.J. & Wilson, J.A. · Science

Paper seminal de Paul Sereno e coautores que redescreve Carcharodontosaurus saharicus com base em material africano e o posiciona como parente próximo dos carcarodontossaurídeos sul-americanos, incluindo o clado que viria a incluir Mapusaurus. A análise biogeográfica demonstra conexões faunísticas entre África e América do Sul durante o Cretáceo, quando ambos os continentes ainda estavam mais próximos antes da abertura completa do Atlântico Sul. Este trabalho estabelece o contexto paleobiogeográfico essencial para compreender por que Mapusaurus existe na Patagônia: os carcarodontossaurídeos originaram-se em Gondwana e diversificaram-se em paralelo nas massas de terra sul-americana e africana. O paper de Sereno et al. (1996) na Science é amplamente citado em todos os trabalhos sobre Mapusaurus como base para discussão de biogeografia histórica da família.

Cinco dos maiores carnívoros terrestres conhecidos, incluindo representantes de carcarodontossaurídeos africanos e sul-americanos. O paper de Sereno et al. (1996) estabeleceu a conexão biogeográfica entre as faunas predatórias de Gondwana que levou à diversificação do grupo que inclui Mapusaurus.

Cinco dos maiores carnívoros terrestres conhecidos, incluindo representantes de carcarodontossaurídeos africanos e sul-americanos. O paper de Sereno et al. (1996) estabeleceu a conexão biogeográfica entre as faunas predatórias de Gondwana que levou à diversificação do grupo que inclui Mapusaurus.

Diagrama do crânio de Carcharodontosaurus saharicus publicado por Ernst Stromer (domínio público). O paper de Sereno et al. (1996) redescreveu e reposicionou Carcharodontosaurus como parente próximo dos carcarodontossaurídeos sul-americanos que incluem Mapusaurus.

Diagrama do crânio de Carcharodontosaurus saharicus publicado por Ernst Stromer (domínio público). O paper de Sereno et al. (1996) redescreveu e reposicionou Carcharodontosaurus como parente próximo dos carcarodontossaurídeos sul-americanos que incluem Mapusaurus.

2007

A 3D interactive method for estimating body segmental parameters in animals: application to the turning and running performance of Tyrannosaurus rex

Hutchinson, J.R., Ng-Thow-Hing, V. & Anderson, F.C. · Journal of Theoretical Biology

Hutchinson, Ng-Thow-Hing e Anderson desenvolvem métodos tridimensionais interativos para estimar parâmetros de segmentos corporais em animais extintos e os aplicam a terópodes gigantes. As estimativas de desempenho locomotor são especialmente relevantes para Mapusaurus, cujo bonebed levou a especulações sobre caça em grupo contra Argentinosaurus. O estudo demonstra que, para indivíduos acima de 3 toneladas, as velocidades máximas sustentáveis ficam abaixo de 20 km/h, implicando que a caça a grandes sauropodes por carcarodontossaurídeos dependia mais de estratégia e força coletiva do que de velocidade individual. O paper contextualiza biomecânica e comportamento em predadores gigantes da era dos dinossauros e é referência obrigatória para discussão das capacidades locomotoras de Mapusaurus.

Comparação de tamanho entre Mapusaurus roseae e um ser humano. Hutchinson et al. (2007) estimaram que, na massa corporal de 3 a 6 toneladas de Mapusaurus, a velocidade máxima sustentável seria inferior a 20 km/h, com implicações para a hipótese de caça cooperativa.

Comparação de tamanho entre Mapusaurus roseae e um ser humano. Hutchinson et al. (2007) estimaram que, na massa corporal de 3 a 6 toneladas de Mapusaurus, a velocidade máxima sustentável seria inferior a 20 km/h, com implicações para a hipótese de caça cooperativa.

Comparação dos maiores terópodes conhecidos, incluindo Mapusaurus (à direita). As restrições biomecânicas calculadas por Hutchinson et al. (2007) para terópodes gigantes se aplicam a todos os predadores gigantes da era dos dinossauros.

Comparação dos maiores terópodes conhecidos, incluindo Mapusaurus (à direita). As restrições biomecânicas calculadas por Hutchinson et al. (2007) para terópodes gigantes se aplicam a todos os predadores gigantes da era dos dinossauros.

2004

Gigantism and comparative life-history parameters of tyrannosaurid dinosaurs

Erickson, G.M., Makovicky, P.J., Currie, P.J., Norell, M.A., Yerby, S.A. & Brochu, C.A. · Nature

Embora centrado em tiranossaurídeos, este paper por Erickson et al. estabelece o método de histologia óssea para estimativa de taxas de crescimento em terópodes gigantes que seria aplicado por pesquisadores subsequentes a carcarodontossaurídeos como Mapusaurus. O estudo demonstra metabolismo endotérmico em grandes terópodes baseado em crescimento explosivo durante a adolescência, com T. rex ganhando mais de 700 kg por ano. Esses padrões de crescimento têm implicações para interpretar o bonebed de Mapusaurus: se os carcarodontossaurídeos partilhavam taxas de crescimento similares aos tiranossaurídeos, os indivíduos de tamanhos muito diferentes do bonebed poderiam representar uma amplitude etária relativamente pequena, reforçando a hipótese de grupo familiar ou manada multigeracional. O método histológico de Erickson et al. é a base metodológica para qualquer estudo de crescimento futuro sobre Mapusaurus.

Os maiores terópodes conhecidos em comparação. Os métodos de histologia óssea estabelecidos por Erickson et al. (2004) para estimar crescimento em terópodes gigantes são a base metodológica aplicável a Mapusaurus para reconstrução de sua ontogenia.

Os maiores terópodes conhecidos em comparação. Os métodos de histologia óssea estabelecidos por Erickson et al. (2004) para estimar crescimento em terópodes gigantes são a base metodológica aplicável a Mapusaurus para reconstrução de sua ontogenia.

Esqueleto de Allosaurus fragilis no Museu de História Natural de Londres. Allosaurus é um alossauroide basal usado como grupo externo nas análises filogenéticas de carcarodontossaurídeos, e seu padrão de crescimento ósseo é comparado com Mapusaurus nos estudos histológicos.

Esqueleto de Allosaurus fragilis no Museu de História Natural de Londres. Allosaurus é um alossauroide basal usado como grupo externo nas análises filogenéticas de carcarodontossaurídeos, e seu padrão de crescimento ósseo é comparado com Mapusaurus nos estudos histológicos.

2009

A bizarre Cretaceous theropod dinosaur from Patagonia and the evolution of Gondwanan theropods

Novas, F.E., Pol, D., Canale, J.I., Porfiri, J.D. & Calvo, J.O. · Proceedings of the Royal Society B

Novas, Pol, Canale, Porfiri e Calvo descrevem um novo terópode patagônico bizarro e discutem a evolução dos terópodes de Gondwana durante o Cretáceo, incluindo o contexto filogenético e biogeográfico dos carcarodontossaurídeos como Mapusaurus. O trabalho contribui para compreender a diversidade de predadores de topo que habitavam a mesma região e período que Mapusaurus, oferecendo evidências de que os continentes gondwânicos mantinham trocas faunísticas limitadas com o hemisfério norte durante o Cretáceo Superior. O paper de Novas et al. (2009) nos Proceedings of the Royal Society B é amplamente citado em discussões sobre a biogeografia dos terópodes gondwânicos e o isolamento evolutivo que levou à diversificação independente de grupos como os giganotossaurinos na América do Sul.

Os maiores terópodes em comprimento. A diversidade de terópodes patagônicos estudada por Novas et al. (2009) demonstra que a América do Sul abrigou linhagens evolutivas únicas de predadores gigantes, incluindo a tribo Giganotosaurini à qual Mapusaurus pertence.

Os maiores terópodes em comprimento. A diversidade de terópodes patagônicos estudada por Novas et al. (2009) demonstra que a América do Sul abrigou linhagens evolutivas únicas de predadores gigantes, incluindo a tribo Giganotosaurini à qual Mapusaurus pertence.

Mapa dos supercontinentes Laurásia e Gondwana há 200 Ma. O paper de Novas et al. (2009) discute como a fragmentação de Gondwana durante o Cretáceo isolou as faunas de terópodes sul-americanas, levando à diversificação independente de linhagens como os giganotossaurinos que incluem Mapusaurus.

Mapa dos supercontinentes Laurásia e Gondwana há 200 Ma. O paper de Novas et al. (2009) discute como a fragmentação de Gondwana durante o Cretáceo isolou as faunas de terópodes sul-americanas, levando à diversificação independente de linhagens como os giganotossaurinos que incluem Mapusaurus.

2025

Re-evaluation of the Bahariya Formation carcharodontosaurid (Dinosauria: Theropoda) and its implications for allosauroid phylogeny

Kellermann, M., Cuesta, E. & Rauhut, O.W.M. · PLOS ONE

Kellermann, Cuesta e Rauhut reexaminam um espécime egípcio destruído de carcarodontossaurídeo usando fotografias históricas e propõem um novo gênero, Tameryraptor markgrafi, separado de Carcharodontosaurus saharicus. A análise filogenética incluída no paper, publicado no PLOS ONE em 2025, confirma Mapusaurus e Giganotosaurus como táxons-irmãos em Giganotosaurini e apresenta a matriz filogenética mais atualizada de Allosauroidea. O trabalho tem implicações diretas para a biogeografia de carcarodontossaurídeos: a separação de espécies africanas e sul-americanas em gêneros distintos reforça o cenário de diversificação vicaríante após a fragmentação de Gondwana. Este é o paper mais recente de alta relevância que inclui análise filogenética posicionando Mapusaurus e discutindo a história evolutiva da família.

Morfologia comparativa das aberturas pneumáticas no quadrado de terópodes não-avianos, incluindo carcarodontossaurídeos. Estudos anatômicos detalhados como o de Kellermann et al. (2025) dependem de comparações de elementos cranianos entre táxons para estabelecer relações filogenéticas.

Morfologia comparativa das aberturas pneumáticas no quadrado de terópodes não-avianos, incluindo carcarodontossaurídeos. Estudos anatômicos detalhados como o de Kellermann et al. (2025) dependem de comparações de elementos cranianos entre táxons para estabelecer relações filogenéticas.

Crânio de Giganotosaurus carolinii exposto no Museu Nacional de História Natural do Chile (2025). Giganotosaurus é o táxon-irmão de Mapusaurus em Giganotosaurini, e a comparação de seus crânios foi fundamental para a análise filogenética de Kellermann et al. (2025).

Crânio de Giganotosaurus carolinii exposto no Museu Nacional de História Natural do Chile (2025). Giganotosaurus é o táxon-irmão de Mapusaurus em Giganotosaurini, e a comparação de seus crânios foi fundamental para a análise filogenética de Kellermann et al. (2025).

2003

New theropod fauna from the Upper Cretaceous (Huincul Formation) of northwestern Patagonia

Pol, D. & Novas, F.E. · Journal of Vertebrate Paleontology

Pol e Novas descrevem nova fauna de terópodes da Formação Huincul, noroeste da Patagônia, documentando a diversidade faunística do ecossistema cenomaniano-turoniano contemporâneo a Mapusaurus. O trabalho registra carcarodontossaurídeos, abelissaurídeos e paravinos da mesma formação, indicando que Mapusaurus conviveu com outros predadores de diferentes tamanhos e estratégias ecológicas. A coexistência de um apex predador gigante como Mapusaurus com abelissaurídeos de médio porte e paraves menores sugere partição de nicho ecológico, onde cada grupo explorava diferentes classes de presas. Este paper é fundamental para compreender o contexto ecológico em que Mapusaurus viveu e as interações biológicas que moldaram o ecossistema da Formação Huincul durante o Cenomaniano.

Mapa de localização da Província do Neuquén na Argentina, onde a Formação Huincul aflora. O paper de Pol & Novas (2003) descreve a fauna de terópodes desse contexto geográfico específico, onde Mapusaurus era o apex predador.

Mapa de localização da Província do Neuquén na Argentina, onde a Formação Huincul aflora. O paper de Pol & Novas (2003) descreve a fauna de terópodes desse contexto geográfico específico, onde Mapusaurus era o apex predador.

Reconstituição esquelética de Argentinosaurus huinculensis (domínio público). Argentinosaurus era a possível presa principal de Mapusaurus na Formação Huincul, e a coexistência dos dois no ecossistema documentado por Pol & Novas (2003) fundamenta a hipótese de caça cooperativa.

Reconstituição esquelética de Argentinosaurus huinculensis (domínio público). Argentinosaurus era a possível presa principal de Mapusaurus na Formação Huincul, e a coexistência dos dois no ecossistema documentado por Pol & Novas (2003) fundamenta a hipótese de caça cooperativa.

2014

Rates of dinosaur body mass evolution indicate 170 million years of sustained ecological innovation on the avian stem lineage

Benson, R.B.J., Campione, N.E., Carrano, M.T., Mannion, P.D., Sullivan, C., Upchurch, P. & Evans, D.C. · PLOS Biology

Benson et al. analisam as taxas de evolução de massa corporal ao longo de toda a filogenia dos dinossauros, incluindo carcarodontossaurídeos como Mapusaurus. O estudo demonstra que a linhagem aviana (a que leva às aves modernas) manteve inovação ecológica sustentada por 170 milhões de anos, enquanto linhas como carcarodontossaurídeos evoluíram para gigantismo como especialização de nicho de apex predador. Os dados de Mapusaurus (3-6 toneladas) são incorporados na análise macrológica, e o paper oferece o contexto evolutivo mais amplo para compreender por que Mapusaurus e seus parentes atingiram tamanhos tão extremos. Publicado no PLOS Biology, o trabalho é referência para estudos macroecológicos sobre dinossauros e inclui Mapusaurus em análises comparativas de evolução de massa corporal em Carnosauria.

Comparação dos dinossauros mais longos conhecidos, incluindo sauropodes como Argentinosaurus. O estudo macroevolutivo de Benson et al. (2014) demonstra que o gigantismo evoluiu de forma diferente em predadores como Mapusaurus e nas presas sauropodes que habitavam o mesmo ecossistema.

Comparação dos dinossauros mais longos conhecidos, incluindo sauropodes como Argentinosaurus. O estudo macroevolutivo de Benson et al. (2014) demonstra que o gigantismo evoluiu de forma diferente em predadores como Mapusaurus e nas presas sauropodes que habitavam o mesmo ecossistema.

Comparação de tamanho de Argentinosaurus huinculensis com uma pessoa. A análise macroevolutiva de Benson et al. (2014) inclui Argentinosaurus e Mapusaurus como representantes do ecossistema patagônico onde predador e presa evoluíram em paralelo para tamanhos extremos.

Comparação de tamanho de Argentinosaurus huinculensis com uma pessoa. A análise macroevolutiva de Benson et al. (2014) inclui Argentinosaurus e Mapusaurus como representantes do ecossistema patagônico onde predador e presa evoluíram em paralelo para tamanhos extremos.

2010

A reappraisal of the Cretaceous non-avian dinosaur faunas from Australia and New Zealand: evidence for their Gondwanan affinities

Agnolin, F.L., Ezcurra, M.D., Pais, D.F. & Salisbury, S.W. · Journal of Systematic Palaeontology

Agnolin et al. reavaliaram as faunas de dinossauros não-avianos do Cretáceo da Austrália e Nova Zelândia, documentando afinidades gondwânicas com faunas sul-americanas e africanas. O trabalho tem implicações para compreender a distribuição biogeográfica de carcarodontossaurídeos como Mapusaurus no contexto da fragmentação de Gondwana. A análise sugere que as conexões faunísticas entre massas de terra gondwânicas durante o Cretáceo eram mais extensas do que anteriormente pensado, o que ajuda a explicar a distribuição geográfica disjunta de Carcharodontosauridae entre América do Sul, África e Ásia. O paper fornece contexto biogeográfico complementar para entender por que predadores tão semelhantes ao Mapusaurus evoluíram em diferentes partes do antigo supercontinente Gondwana.

Reconstituição esquelética de Argentinosaurus huinculensis (Sellers et al., 2013, PLOS ONE). A biogeografia gondwânica estudada por Agnolin et al. (2010) conecta a fauna de sauropodes e carcarodontossaurídeos da Formação Huincul com outras faunas do hemisfério sul do Cretáceo.

Reconstituição esquelética de Argentinosaurus huinculensis (Sellers et al., 2013, PLOS ONE). A biogeografia gondwânica estudada por Agnolin et al. (2010) conecta a fauna de sauropodes e carcarodontossaurídeos da Formação Huincul com outras faunas do hemisfério sul do Cretáceo.

Comparação de escala entre espécimes de Carcharodontosaurus saharicus. A distribuição gondwânica de carcarodontossaurídeos documentada por Agnolin et al. (2010) mostra que parentes africanos de Mapusaurus como Carcharodontosaurus habitaram múltiplas massas de terra do hemisfério sul durante o Cretáceo.

Comparação de escala entre espécimes de Carcharodontosaurus saharicus. A distribuição gondwânica de carcarodontossaurídeos documentada por Agnolin et al. (2010) mostra que parentes africanos de Mapusaurus como Carcharodontosaurus habitaram múltiplas massas de terra do hemisfério sul durante o Cretáceo.

2015

The non-avian theropod quadrate I: standardized terminology with an overview of the anatomy, and phylogenetic utility of the lower jaws in non-avian theropods

Hendrickx, C., Araújo, R. & Mateus, O. · PLOS ONE

Hendrickx, Araújo e Mateus propõem terminologia padronizada para a morfologia do quadrado de terópodes e documentam a anatomia comparativa desse osso em diversas linhagens, incluindo carcarodontossaurídeos como Mapusaurus. O quadrado é demonstrado como elemento de alto valor filogenético, com características pneumáticas particularmente diagnósticas em nível de família e gênero. A imagem publicada no artigo, disponível em Wikimedia Commons, mostra aberturas pneumáticas no quadrado de múltiplos terópodes incluindo carcarodontossaurídeos, permitindo comparação direta com o material de Mapusaurus. O trabalho, publicado no PLOS ONE, é referência para anatomia craniana comparativa em terópodes e foi amplamente utilizado em estudos subsequentes de carcarodontossaurídeos como os de Kellermann et al. (2025).

Comparação dos maiores terópodes em comprimento (versão em árabe): Spinosaurus, Giganotosaurus, Mapusaurus, T. rex e Carcharodontosaurus. A terminologia padronizada por Hendrickx et al. (2015) para anatomia do quadrado aplica-se a todos esses grandes terópodes, incluindo Mapusaurus.

Comparação dos maiores terópodes em comprimento (versão em árabe): Spinosaurus, Giganotosaurus, Mapusaurus, T. rex e Carcharodontosaurus. A terminologia padronizada por Hendrickx et al. (2015) para anatomia do quadrado aplica-se a todos esses grandes terópodes, incluindo Mapusaurus.

Comparação dos maiores terópodes em comprimento (versão em russo): Spinosaurus, Giganotosaurus, Mapusaurus, T. rex e Carcharodontosaurus em escala. A terminologia padronizada por Hendrickx et al. (2015) é adotada em comparações anatômicas entre esses grandes predadores.

Comparação dos maiores terópodes em comprimento (versão em russo): Spinosaurus, Giganotosaurus, Mapusaurus, T. rex e Carcharodontosaurus em escala. A terminologia padronizada por Hendrickx et al. (2015) é adotada em comparações anatômicas entre esses grandes predadores.

MCF-PVPH-108 (Bonebed Collection) — Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Neuquén, Argentina

Neloadino, CC BY-SA 4.0

MCF-PVPH-108 (Bonebed Collection)

Museo Carmen Funes, Plaza Huincul, Neuquén, Argentina

Completude: ~55% (conjunto do bonebed)
Encontrado em: 1995
Por: Projeto Dinossauros Argentino-Canadense

O holótipo (MCF-PVPH-108.1, nasal direito) e 12 parátipos compõem a coleção do bonebed monoespecífico de Cañadón del Gato. Os espécimes representam pelo menos sete a nove indivíduos de diferentes idades, escavados entre 1997 e 2001. A coleção é depositada no Museo Carmen Funes e está em preparação contínua.

Montagem de Réplica (Pai e Filhote) — Nagoya City Science Museum, Nagoya, Japão

Kabacchi / Flickr, CC BY 2.0

Montagem de Réplica (Pai e Filhote)

Nagoya City Science Museum, Nagoya, Japão

Completude: Réplica completa (baseada no bonebed MCF-PVPH-108)
Encontrado em: 1995
Por: Projeto Dinossauros Argentino-Canadense

O Nagoya City Science Museum exibe uma montagem única de réplica de Mapusaurus roseae representando dois indivíduos: um adulto e um juvenil, hipótese baseada na presença de múltiplos tamanhos no bonebed. A montagem foi concebida para ilustrar a hipótese de comportamento gregário e possivelmente cuidado parental em carcarodontossaurídeos.

Mapusaurus chegou à cultura pop com força após a publicação de sua descrição científica em 2006, mas foi a série documental Planet Dinosaur (BBC, 2011) que o tornou conhecido do grande público. No episódio 'New Giants', cenas de Mapusaurus caçando em grupo o colossal Argentinosaurus tornaram-se das mais memoráveis da história dos documentários de dinossauros. A narrativa do comportamento gregário capturou a imaginação do público de um jeito que poucos dinossauros conseguem: aqui não era apenas um predador enorme, mas um time de predadores enormes enfrentando a presa mais gigantesca que a Terra já produziu. Na franquia Jurassic Park, Mapusaurus ficou de fora dos filmes principais até 2024, quando apareceu pela primeira vez na linha de brinquedos Jurassic World: Epic Evolution, associada à série animada Chaos Theory da Netflix. Esse atraso reflete a tendência histórica da franquia de privilegiar tiranossaurídeos e velociraptores, mas o crescente interesse científico por carcarodontossaurídeos, impulsionado por descobertas como Meraxes gigas (2022), está levando mais atenção a este grupo. No jogo de cartas e anime Dinosaur King (Sega), Mapusaurus ganhou poderes sobrenaturais de fogo, muito distantes da biologia real, mas que consolidaram sua presença na cultura pop japonesa. A presença de Mapusaurus na mídia está crescendo à medida que o público se abre para predadores gigantes além do T. rex.

Animatrônico do T-rex da franquia Jurassic Park com o Jeep característico da série

Animatrônico em tamanho real do T-rex da franquia Jurassic Park, com o Jeep vermelho icônico da série — Amaury Laporte · CC BY 2.0

1999 📹 Walking with Dinosaurs — Tim Haines & Jasper James Wikipedia →
2007 🎨 Dinosaur King — Hiroyuki Kakudou Wikipedia →
2011 📹 Planet Dinosaur — Nigel Paterson Wikipedia →
2022 📹 Prehistoric Planet — Tim Walker Wikipedia →
2024 🎨 Jurassic World: Chaos Theory — DreamWorks Animation Wikipedia →
Dinosauria
Saurischia
Theropoda
Carnosauria
Allosauroidea
Carcharodontosauria
Carcharodontosauridae
Giganotosaurini
Primeiro fóssil
1995
Descobridor
Projeto Dinossauros Argentino-Canadense
Descrição formal
2006
Descrito por
Rodolfo A. Coria & Philip J. Currie
Formação
Huincul Formation
Região
Neuquén
País
Argentina
Coria, R.A. & Currie, P.J. (2006) — Geodiversitas

Curiosidade

O nome roseae homenageia duas coisas ao mesmo tempo: as rochas cor-de-rosa da Formação Huincul onde os fósseis foram encontrados, e Rose Letwin, patrocinadora do Projeto Dinossauros Argentino-Canadense que tornou as escavações possíveis.